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Conheça as cientistas paranaenses que estão inspirando as novas gerações

Por PR Portais

13/10/2021 às 08:58:14 - Atualizado h√°
PR Portais

Inspirar jovens para que escolham a carreira cient√≠fica é um dos desafios das institui√ß√Ķes de ensino. Mas h√° casos em que a escolha é natural, como a de Luana Natalie Padilha, de apenas 23 anos, que j√° est√° empenhada em realizar o sonho de ser pesquisadora na √°rea de Astronomia.

"Muitos pensam que ci√™ncia é para poucos, que é preciso ser um g√™nio para ser cientista e esse é um paradigma que deve ser aniquilado. Para entrar nessa √°rea precisamos ser curiosos e persistentes em buscar conhecimento", afirma.

Cursando mestrado em F√≠sica e Astronomia, na Universidade Tecnológica Federal do Paran√° (UTFPR), sua linha de pesquisa é radia√ß√£o gama e fontes de raios cósmicos gal√°cticos. Desde sua gradua√ß√£o em F√≠sica, na qual era uma das quatro alunas em uma turma de quarenta homens, Luana j√° enfrentava os desafios de escolhas em √°reas n√£o t√£o exploradas pelas mulheres.

"Assim que cheguei na Astronomia, me deparei com uma parcela um pouco maior de mulheres e isso me deixou aliviada. Não me sinto diferente e nem menos capaz que qualquer outro, pelo contrário, me sinto cada vez mais capaz e contente com meus avanços", comenta a jovem pesquisadora.

Ela é integrante do Novo Arranjo de Pesquisa e Inova√ß√£o (NAPI) Fenômenos Extremos do Universo, lan√ßado pela Funda√ß√£o Arauc√°ria em setembro. O investimento nas pesquisas ser√° de R$ 1.053.000,00. O objetivo é fortalecer a rede de pesquisadores j√° constitu√≠da e incentivar o seu crescimento para ampliar a presen√ßa paranaense na √°rea de Astronomia no cen√°rio internacional.

MUDAN√áAS – S√£o in√ļmeros os exemplos de pesquisadoras que t√™m atuado incansavelmente pelo avan√ßo da ci√™ncia no Paran√°. Cada uma com uma história diferente de luta para a conquista de seus objetivos.

Descobrir coisas novas, tentar colaborar no desenvolvimento de novos fármacos e alternativas de biomaterias com o objetivo de melhorar a vida das pessoas foi o que atraiu a pesquisadora Christiane Philippini Ferreira Borges ao caminho da ciência.

Aos 54 anos, 36 deles como pesquisadora, ela conta que enfrentou muitos desafios por ser mulher e negra. Batalhou muito para ter seu trabalho reconhecido. Entrou na universidade na década de 1980, como estudante no curso de engenharia, e depois mudou para qu√≠mica. "Na época uma √°rea predominantemente masculina, foram muitos desafios por ser mulher, por acharem que n√£o tinha capacidade de desenvolver determinadas atividades", conta.

Professora do Departamento de Qu√≠mica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) h√° 26 anos, Christiane lamenta o momento atual de desvaloriza√ß√£o da ci√™ncia. "Temos que reverter isso, mostrar a import√Ęncia da ci√™ncia e a pandemia serviu um pouco para isso. Foi poss√≠vel mostrar à sociedade a import√Ęncia das universidades e da pesquisa em todas as √°reas", afirma.

Ela participa dos editais da Funda√ß√£o Arauc√°ria desde a cria√ß√£o da institui√ß√£o, apoio que considera fundamental em sua trajetória como pesquisadora. É integrante dos Grupos de Pesquisas S√≠ntese e caracteriza√ß√£o espectroscópica de compostos org√Ęnicos e materiais (GSCECOM) e de Pesquisa Materiais Funcionais e Estruturais (GPMFE) da UEPG.

Christiane conta que uma das pessoas que tem como refer√™ncia na pesquisa brasileira é a professora Yvonne Mascarenhas, que continua atuante aos 90 anos de idade e a faz ter a certeza de que ainda tem muito a contribuir.

"Eu atuo desde a inicia√ß√£o cient√≠fica até a orienta√ß√£o de alunos do doutorado. J√° colaborei com a forma√ß√£o de pessoas que s√£o destaque na pesquisa e hoje s√£o meus chefes. É muito gratificante contribuir para o crescimento da ci√™ncia", destaca.

INCENTIVO ÀS MENINAS – Para o presidente da Funda√ß√£o Arauc√°ria, Ramiro Wahrhaftig, o crescimento da participa√ß√£o das mulheres é mérito próprio. Elas venceram barreiras culturais ao longo dos anos e com um alto n√≠vel de capacita√ß√£o est√£o conquistando o espa√ßo na ci√™ncia.

"A pesquisa cient√≠fica brasileira é refer√™ncia mundial em diversas √°reas e as mulheres lideram muitos projetos. Temos mobilizado as institui√ß√Ķes para o desenvolvimento de um projeto voltado às mulheres para refor√ßar ainda mais o nosso apoio", diz Wahrhaftig.

A pesquisadora Christiane Philippini avalia como de fundamental import√Ęncia o incentivo às meninas a serem cientistas j√° no Ensino Médio. "Toda a√ß√£o que mostra às jovens que elas podem trabalhar com pesquisa cient√≠fica, divulgando o trabalho de outras pesquisadoras para incentiv√°-las, faz com que, vendo o exemplo, entendam que t√™m compet√™ncia e podem fazer isso também", afirma.

"Muitas vezes, quando as pessoas veem hoje a estrutura da UEPG e o n√ļmero de pós-gradua√ß√Ķes, n√£o valorizam o trabalho daquelas pessoas que estavam aqui atuando anteriormente. Que preferiram trabalhar pelo todo, n√£o só na sua produ√ß√£o cient√≠fica e no seu crescimento como pesquisador", defende.

Luana conta que sua inspira√ß√£o para ser cientista vem de v√°rias vertentes. "Minhas grandes inspira√ß√Ķes s√£o os meus "padrinhos da ci√™ncia", professora Rita de Cassia dos Anjos e o professor Jaziel Goulart Coelho. Meu sonho e uma das mais importantes metas da minha vida é ser pesquisadora na √°rea de Astronomia. Me esfor√ßo todos os dias para alcan√ß√°-la com maestria", afirma.

"Procuro ser uma mulher na ciência que produz e compartilha conhecimento e que, quem sabe um dia, seja inspiração para outros jovens serem pesquisadores, incentivando-as a fazerem parte da construção do novo salto de conhecimento da humanidade", enfatiza Luana.

AEN/Foto: Fundação Araucária

Fonte: PR Portais
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