SaĂșde HPV

Evento no Rio reforça importância da vacinação contra o HPV

Por Isto É

07/12/2023 às 23:52:02 - Atualizado hĂĄ
Foto: Reprodução internet

Sociedades cientĂ­ficas expuseram nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, as contribuições que vĂȘm sendo dadas ao Ministério da SaĂșde, e que podem ser intensificadas, no enfrentamento dos cĂąnceres sensĂ­veis à vacinação contra o Papiloma VĂ­rus Humano (HPV).

As diversas entidades presentes participaram do evento "Vacina e prevenção do cĂąncer: vĂĄrios olhares, muitos desafios", promovido pelo Instituto Nacional de CĂąncer (Inca), em parceria com a Organização Pan-Americana da SaĂșde (Opas) e organizações não governamentais (ONGs).

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, destacou entre as ações que podem ser ampliadas o apoio à vacinação nas escolas e a capacitação de profissionais que atuam na imunização. Para retomar a confiança da população brasileira na vacinação e combater as notĂ­cias falsas, ela indicou a necessidade de reforço na divulgação dos benefĂ­cios da vacinação, com elaboração de cartilhas e cartazes, entre outros instrumentos, além de auxĂ­lio às iniciativas municipais e estaduais.

Mônica salientou a importĂąncia de serem criadas novas formas de sensibilizar as gerações mais jovens para a vacinação contra o HPV, além do jĂĄ conhecido personagem do Zé Gotinha. Ela propôs ainda aprofundar a campanha "Quem vacina não vacila" no dia a dia das escolas. "É o caminho para ter as coberturas vacinais". A presidente da SBIM sugeriu a construção de um vĂ­deo de animação de quatro a cinco minutos de duração para explicar à sociedade como o vĂ­rus HPV pode resultar em cĂąncer anos depois, para exibição em salas de aula, no intuito de ajudar os profissionais de educação na conscientização das crianças e adolescentes sobre a importĂąncia da imunização.

ClĂ­nico da mulher

A presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e ObstetrĂ­cia (Febrasgo), CecĂ­lia Maria Roteli Martins, disse ser preciso redefinir a comunicação sobre infecções de transmissão sexual, inclusive nas redes sociais, além de intensificar a vacinação para pessoas com HIV/Aids.

Ela recomendou ainda a vacinação contra HPV para mulheres com lesões de alto grau no colo do Ăștero diagnosticadas biologicamente. Segundo a presidente da CNE da Febrasgo, é importante incentivar a integração entre os ministérios da Educação e da SaĂșde para a disseminação de informações e o desenvolvimento de estratégias vacinais, com orientações para pais e responsĂĄveis. Mostrou também preocupação com a hesitação vacinal. "Os ginecologistas tĂȘm que tentar diminuir essa hesitação, que é uma tendĂȘncia no Brasil que deve ser eliminada", sugeriu.

Orofaringe

Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), a doutora Izabela Costa Santos relatou que o cĂąncer de orofaringe é o de menor incidĂȘncia dentre os cĂąnceres provocados pelo HPV.

A cirurgiã afirmou que para a ĂĄrea de cabeça e pescoço, o HPV foi um marco importante e provocou uma mudança grande no diagnóstico e tratamento a partir do ano 2000, levando os médicos a procurarem entender o que era essa patologia. As alterações são diferentes em pacientes com HPV positivo e aqueles relacionados com uso de tabaco e ĂĄlcool, explicou.

Uma novidade introduzida a partir de 2012 foi a abordagem de pacientes com cĂąncer de orofaringe com cirurgia robótica, em substituição ao procedimento invasivo anterior, que incluĂ­a uma mandibulectomia (abertura do rosto do paciente) para fazer ressecção ou tratamento com quimioterapia e radioterapia, que oferecia resultados difĂ­ceis. "Essa questão do ganho dessa tecnologia é até mesmo no tempo de internação", comentou Izabela.

Cobertura vacinal

A vacinação é considerada estratégia crucial para prevenir a infecção pelo HPV. Uma das metas é atingir 90% de cobertura vacinal entre meninas de até 15 anos, para reforçar as ações de vacinação contra o HPV no Brasil. No entanto, a cobertura vacinal permanece abaixo do esperado, especialmente entre os meninos. Dados do Ministério da SaĂșde mostram que, em 2021, somente 57,2% das meninas e 37,69% dos meninos tomaram as duas doses da vacina e estão com o calendĂĄrio vacinal em dia, enfatizando a necessidade de maior engajamento na vacinação.

A vacinação contra o HPV no Brasil é realizada pelo Sistema Único de SaĂșde (SUS), sendo disponibilizada para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, com a administração de duas doses.

Também podem se vacinar mulheres e homens de 15 a 45 anos que apresentam uma das seguintes condições: pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, pacientes oncológicos, imunossuprimidos por doenças e/ou tratamento com drogas imunossupressoras e vĂ­timas de violĂȘncia sexual. De acordo com o ministério, esses grupos são mais suscetĂ­veis a infecções persistentes pelo HPV e tĂȘm um risco elevado de desenvolver cĂąncer e outras complicações associadas ao vĂ­rus.

Fonte: Isto É
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