Política

Relator da PEC do voto impresso quer se aproximar da oposição para mudar texto

Por Congresso em Foco

21/07/2021 às 08:24:30 - Atualizado h√°

Enquanto Jair Bolsonaro repete acusa√ß√Ķes de fraude contra o sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas, o relator da proposta que retoma a impress√£o do voto no Brasil (PEC 135/19), deputado Filipe Barros (PSL- PR), faz malabarismos no recesso parlamentar para alterar o texto e manter a discuss√£o viva no Congresso. "O plano A, B, C? Z é construir um denominador comum", diz o parlamentar, afirmando que nos próximos dias tentar√° colher, inclusive, sugest√Ķes de partidos da oposi√ß√£o para promover as altera√ß√Ķes no relatório final a ser votado em comiss√£o especial.

A aprova√ß√£o do relatório na comiss√£o é a etapa que precede a an√°lise da matéria no plen√°rio.

Sem consenso entre os deputados, o relatório atual foi posto em vota√ß√£o no √ļltimo dia de atividades antes do recesso. Articulado com governistas, Barros garantiu a apresenta√ß√£o de um requerimento para tirar a PEC de pauta na tentativa de dar sobrevida à matéria. O requerimento foi derrotado, mas o presidente do colegiado, deputado Eduardo Martins (PSC-PR), decidiu encerrar a sess√£o sem a an√°lise do texto. Semanas antes, l√≠deres partid√°rios de 11 siglas que s√£o contra o voto impresso promoveram uma "dan√ßa das cadeiras" entre titulares e suplentes que ocupavam espa√ßo na comiss√£o, na qual retiraram aqueles que poderiam apoiar a proposta.

Para Filipe Barros, porém, mais cr√≠tico do que a mobiliza√ß√£o dos partidos é o que ele considera uma interfer√™ncia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um assunto que define como "estritamente parlamentar e legislativo". "N√£o é poss√≠vel que uma pauta que é de interesse do parlamento encontre tantas barreiras. Ent√£o, essa tentativa de interfer√™ncia no debate eu considero muito negativo."

Declara√ß√Ķes de Bolsonaro contra o sistema eleitoral acenderam alerta nas institui√ß√Ķes brasileira, principalmente àquelas ligadas ao judici√°rio. Amea√ßas do presidente de que n√£o teriam elei√ß√Ķes se n√£o houvesse voto impresso ou ataques diretos ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, a quem Bolsonaro chamou de "idiota" s√£o encaradas como risco à democracia caso Bolsonaro amargue resultado negativo das urnas na campanha de 2022.

Recentes pesquisas de inten√ß√Ķes de voto apontam para uma queda de popularidade do presidente, a exemplo do Datafolha divulgado na primeira quinzena de julho, na qual Jair Bolsonaro registra um percentual de rejei√ß√£o de 55%, o maior desde o in√≠cio do mandato.

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Jornalista Luciana Pombo

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