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Balé do TCA estreia espetáculo em homenagem a 80 anos de Gilberto Gil

Por Metro

28/06/2022 às 07:08:27 - Atualizado há
O imortal Gilberto Gil faz 80 anos. Inspirado pela riqueza da sua obra, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) homenageia o cantor baiano com a montagem de "Viramundo", título de uma de suas canções. Com direção e criação coreográfica de Duda Maia, a celebração em dança e música coloca em cena o BTCA e a Orquestra Afrosinfônica, sob batuta do maestro Ubiratan Marques, que assina a trilha sonora original. A temporada de estreia acontece na Sala Principal do TCA, nos dias 1, 2 e 3 de julho, sexta e sábado às 21h e domingo às 20h. Ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria do TCA ou pela plataforma Sympla.

Todo o elenco do BTCA está em cena, ressoando as danças que Gilberto Gil, em sua figura e em sua produção, desperta em seus corpos. Um roteiro musical dançado – ou um roteiro de dança musicada – nasce do acordo criativo entre Duda e Ubiratan. Na conexão entre ancestralidade e futuro, raízes e profecias, sertão e litoral, ecologias e tecnologias, despontam a diversidade, a atemporalidade, a generosidade. Com e na diferença, evidenciando os potenciais de artistas da dança de gerações, formações e experiências variadas, um olhar democrático de criação evoca a autenticidade e a espontaneidade do movimento. Acolhimento que se reflete em afeto, pertencimento, beleza, abraços, muitos abraços. Gilberto Gil é vida e festejo num palco onde todos e todas se divertem. Dança que quer ser Gil. Música que não existe sem Gil.

"Mais do que transformar a obra de Gil em dança, a ideia foi de apropriar a musicalidade de Gil e produzi-la com o corpo. Achar essa dança Gil, esse corpo Brasil, que é futurista, que é ciência, que é sertão, que é Tropicália, que é fala, que é protesto, todos esses elementos que estão muito fortes no caminho que Gil traçou. Essa foi a grande aventura: trazer uma assinatura de cada corpo dançante a partir da pesquisa da musicalidade e do conteúdo desse ícone, esse rei", introduz Duda Maia, que conduziu uma verdadeira imersão com o BTCA durante dois meses de processo criativo. "O BTCA é feito de tantos corpos, com tantas histórias, tanta diversidade, com cores diferentes, idades diferentes, isso é muito rico. Como, dentro deste coletivo, procurar as assinaturas? Uma linguagem que abrace o coletivo, mas que veja cada pessoa? Como usar da técnica, vigor e experiência de cada um com a sofisticação desta pesquisa, mas com simplicidade? Perseguimos uma obra essencialmente brasileira, e a textura, a qualidade de movimento, quer trazer o espectador para dentro da cena – seja porque se identifica ou porque tem vontade, traz uma lembrança, dá aconchego. Diminuímos a distância entre quem vê e quem está no palco. É uma homenagem, uma celebração. Que seja uma linda festa de aniversário!", completa a diretora.

Para a criação da trilha sonora original, nascida dos embriões que Gil inventa e ecoa, Ubiratan Marques se baseou em três movimentos de percepção da obra do homenageado: o 1º movimento, Sertão; o 2º, Tropicália; e o 3º, Expresso 2222. São sonoridades que representam sua leitura e remetem às características próprias de Gilberto Gil, misturadas a trechos de suas canções em novos arranjos. A Orquestra Afrosinfônica ocupa o palco junto com a companhia de dança, movendo e cantando juntos, rompendo distâncias como Gil sempre faz. "Quando um sopro iluminado me apresentou a possibilidade de participar de "Viramundo", caminhei para casa imaginando sons, histórias, vidas, cores... Pois é assim que a música surge em minha frente: o trajeto da vida em diálogo com o universo", conta Ubiratan. "A Orquestra Afrosinfônica é exatamente o que Gilberto Gil falou sobre a Oralidade dos Sertões ao lado dos letrados clássicos da Academia Brasileira de Letras. Acredito que é dessa forma que iremos apresentar "Viramundo" ao lado do BTCA para nosso povo baiano", conclui o maestro.

Idealizadora do projeto, Ana Paula Bouzas, diretora artística do BTCA, acreditava que a companhia "com toda sua brasileira diversidade, sua valiosa pluralidade de corpos, faria com grandeza e alegria a dança do nosso Gil. Com baianidade e criatividade, moveria o espaço com essa música "gilbertiana ubirataniana" magnífica, que viria pela sonoridade ímpar da Afrosinfônica".

"Penso que para o BTCA, um corpo público representativo das artes, da dança na Bahia, com uma história de excelência em 41 anos, ter a obra de um artista da magnitude de Gilberto Gil como inspiração é um presente. É poder celebrar em vida um brasileiro da dimensão humana, artística e política de Gil num país que vem demonstrando a cada dia a necessidade pungente de afirmar a verdadeira história de sua construção sociocultural e o que somos a partir disso", descreve Ana Paula. "O Brasil de Gil é um Brasil de fundamento, horizontal e profundamente gigante, democrático, sertanejo e urbano, ancestral e futurista. Mesmo tendo a sua trajetória já absolutamente reconhecida, nacional e internacionalmente, ao levarmos à cena a imensa riqueza de sua produção através de outras linguagens, e tudo o que ela é capaz de gerar e ecoar nos corpos envolvidos, nós dizemos mais uma vez do poder da arte, do que ela inspira, transforma e revoluciona. Esse é um dos propósitos de um corpo artístico estável, a meu ver", detalha.

No elenco de dançarinos intérpretes-criadores, estão Adriana Bamberg, Agnaldo Fonsêca, Ângela Bandeira, Cristian Rebouças, Dayana Brito, Dina Tourinho, Douglas Amaral, Evandro Macedo, Fátima Berenguer, Fernanda Santana, Gilmar Sampaio, Jai Bispo, Joely Pereira, Konstanze Mello, Lílian Pereira, Luís Molina, Luíza Meireles, Maria Ângela Tochilovsky, Mirela França, Mônica Nascimento, Paullo Fonseca, Renivaldo Nascimento (Flexa II), Rosa Barreto, Ruan Wills e Solange Lucatelli.

Completando a ficha técnica, Renata Mota assina a cenografia, Adriana Ortiz na iluminação, Hisan Silva e Pedro Batalha, dupla dirigente da marca Dendezeiro, criaram o figurino e o Centro Técnico do TCA assumiu as soluções de cenotecnia. Anna Paula Drehmer e Ticiana Garrido, membros do BTCA, são assistentes de coreografia e Marcelo Jardim é preparador vocal convidado.

VIRAMUNDO

Quando: 1, 2 e 3 de julho de 2022, sexta e sábado 21h; domingo 20h

Recepção da camerata Quarteto Novo da OSBA: 2 de julho, 20h30; 3 de julho, 19h30

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), filas A a Z11

Classificação indicativa: 12 anos

É terminantemente proibida a entrada após o início da sessão

VENDAS

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves ou no site e aplicativo daSympla
Fonte: Metro
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