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Começa o mês de procissões marianas

Redação Tribuna   Com o início do mês de maio, a Igreja Católica Apostólica Romana mantém viva a tradição, principalmente em municípios pequenos ou médios em população, de realizar a tradição das Procissões com andor e, nele, a imagem de Nossa Senhora, principalmente, a Padroeira do Brasil, a Aparecida.

Por Da Redação

02/05/2024 às 14:20:19 - Atualizado há

Redação Tribuna

 

Com o início do mês de maio, a Igreja Católica Apostólica Romana mantém viva a tradição, principalmente em municípios pequenos ou médios em população, de realizar a tradição das Procissões com andor e, nele, a imagem de Nossa Senhora, principalmente, a Padroeira do Brasil, a Aparecida.

Com o passar dos anos e, as cidades crescendo, aumentando gradativamente o movimento de veículos, a tradição das procissões foi diminuindo, levando também em consideração o fator segurança, já que se realizam no período da noite.

Mas, no Norte Pioneiro, o município de Santo Antônio da Platina, ainda mantém acesa esta tradição de procissões com andores e a Imagem de Nossa Senhora. Todas as noites, a partir do dia 1º de maio, até o dia 31, os fiéis saem pelas ruas cantando cantos marianos, recitando as orações do Terço, alusivas à Nossa Senhora, à Jesus e a Divindade da Santíssima Trindade, percorrendo ruas, saindo de casas, pontos comerciais, instituições de ensino e do exército, num emocionante testemunho de fé.

Na noite de quarta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalho (do Trabalhador) a Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio de Pádua, a central da Cidade, contou com a saída de procissão de dois locais, já que dividem a programação uma da parte de cima da Igreja Matriz e, a outra, na parte de baixo. De cima saiu às 19h do Escritório de Contabilidade Madeira e, de baixo, a procissão saindo do Hospital Nossa Senhora da Saúde, percorrendo ruas do centro com destino à Matriz, defronte à Praça Frei Cristóvão.

Capela – A Capela Nossa Senhora de Guadalupe, no Jardim do Sol, desta mesma Paróquia central da cidade, mantém a tradição nos seus 31 anos de existência. Na quarta-feira, dia 1º, a procissão saiu da residência do casal Maria e José Simione, ele presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio da Platina. O casal reside na Rua União, no Jardim Saúde.

Nesta Comunidade de Guadalupe, as procissões saem todas as noites de segunda a sexta-feira e aos domingos às 19h30 (aos sábados é às 19h, devido à Santa Missa em seguida). O andor com a Imagem de Nossa Senhora percorre as ruas dos bairros próximos indo até a Capela onde se encerra o Terço e é feita a leitura do Evangelho do Dia. Na noite seguinte, o andor sai de outra moradia indo até a Capela e assim os dias vão se passando e o mês atraindo cada vez mais fiéis participantes de idades diversas, num emocionante testemunho de fé Mariana.

A procissão de maio, certamente, é uma religiosidade popular e, quanto a isso o Catecismo da Igreja Católica diz no parágrafo 1.674 que "O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc. (10)". Já o parágrafo 1.675 diz: "Estas manifestações são um prolongamento da vida litúrgica da Igreja".

Também o parágrafo 1.676 enfatiza que: "Para manter e apoiar a religiosidade popular, é necessário um discernimento pastoral. O mesmo se diga, se for caso disso, para purificar e corrigir o sentimento religioso subjacente a essas devoções e para fazer progredir no conhecimento do mistério de Cristo. A sua prática está submetida ao cuidado e às decisões dos bispos e às normas gerais da igreja (12)".

As procissões de maio são realmente um testemunho de fé muito diferenciado, porque faz com que as pessoas saiam de suas casas todas as noites, com frio, calor, chuva, para venerar a presença Mariana na cultura da fé e, percorrer distâncias sem se incomodar com qualquer outra coisa, senão, rezar as Ave-Maria e cantando. Também se nota crianças com vestimentas que lembram anjinhos caminhando nas procissões, outras segurando velas, numa somatória de idades que vislumbram a demonstração de fé.

Diante desta realidade enfatiza ainda o parágrafo 1.676 do CIC que: "A religiosidade do povo, no seu núcleo, é um acervo de valores que responde com sabedoria cristã às grandes incógnitas da existência. A sapiência popular católica tem uma capacidade de síntese vital: engloba criadoramente o divino e o humano, Cristo e Maria, espírito e corpo, comunhão e instituição, pessoa e comunidade, fé e pátria, inteligência e afeto. Esta sabedoria é um humanismo cristão que afirma radicalmente a dignidade de toda a pessoa como filho de Deus, estabelece uma fraternidade fundamental, ensina a encontrar a natureza e a compreender o trabalho e proporciona as razões para a alegria e o humor, mesmo no meio de uma vida muito dura".

Na Paróquia São Judas Tadeu, que tem Escritório Paroquial, Casa Paroquial e Igreja Matriz localizados no Conjunto Habitacional Dr. Jamidas Antunes, também tem a tradição das procissões, lá, com as Capelinhas de Nossa Senhora saindo de várias localidades até a Igreja Matriz local.

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