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Entre apoiadores de Bolsonaro, 39,7% não votarim em candidatos sem alinhamento ao ex-presidente

Pesquisa da Atlas Intel divulgada na última sexta-feira (8) aponta para a intensa polarização do cenário político nas eleições municipais de 2024, com 39,1% dos eleitores declarando preferência por candidatos alinhados a Jair Bolsonaro (PL) e 37,8% optando por aqueles vinculados ao presidente Lula (PT).

Por Da Redação

12/03/2024 às 21:37:07 - Atualizado há

Pesquisa da Atlas Intel divulgada na última sexta-feira (8) aponta para a intensa polarização do cenário político nas eleições municipais de 2024, com 39,1% dos eleitores declarando preferência por candidatos alinhados a Jair Bolsonaro (PL) e 37,8% optando por aqueles vinculados ao presidente Lula (PT).

Os dados revelam não apenas a influência do bolsonarismo, mas também a importância do alinhamento político na escolha dos eleitores em meio a eleições historicamente mais pragmáticas.

Entre os eleitores bolsonaristas, 76% consideram o alinhamento político fundamental ao definir o voto para prefeito, e 71% para vereador. A pesquisa também abordou a possibilidade de votarem em candidatos não alinhados a Lula ou Bolsonaro, destacando a complexidade das preferências eleitorais. Simpatizantes de Bolsonaro revelaram que 39,7% não votariam em candidatos não aliados ao ex-presidente, enquanto 30,3% afirmaram que sim, desde que não alinhados a Lula, e 30% indicaram que com certeza votariam em candidatos não alinhados.

Já os apoiadores de Lula apresentaram uma dinâmica diferente, com 44,3% dispostos a votar em outros candidatos, desde que não alinhados a Bolsonaro.

A pesquisa destaca que apenas 23% dos eleitores não têm preferência por uma aliança política com Lula ou Bolsonaro, enquanto 40% se mostram disponíveis para votar em candidatos não alinhados. Ressalta-se ainda a preferência por um candidato politicamente alinhado ao centro em um possível segundo turno.

Mesmo com a derrota eleitoral em 2022 e o fracasso na tentativa golpista em 2023, o bolsonarismo segue resiliente e se movimenta de maneira estratégica para as eleições municipais deste ano. Bolsonaristas na Câmara dos Deputados, por exemplo, vem buscando indicações estratégicas para comissões relevantes, como a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, visando consolidar sua influência política nas eleições de outubro. Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, busca consolidar sua candidatura para prefeitura de Belo Horizonte e assumiu a Comissão de Educação da casa.

Vereador pelo Podemos em Pinhais, Renan Ceschin é defensor de bandeiras ligadas ao bolsonarismo e acredita que nestas eleições existirá espaço para pautas de costumes, e não apenas de serviços públicos como ocorre geralmente. ''Após as eleições de 2022 eu acreditava que não teríamos tanta polarização, mas para minha surpresa sinto que nessas eleições teremos um embate parecido com a eleição passada. Vejo a Michele Bolsonaro se movimentando assim como o Jair. A direita busca se organizar nacionalmente para ter força em 2026'', afirma.

Ceschin acredita que temas como ''ideologia de gênero'', ''linguagem neutra'' e ''aborto'' possam ter mais espaço nessas eleições. ''As eleições deste ano terão pautas ideológicas. Obviamente que, em uma eleição municipal, se pensa mais em questões do cotidiano, que são obrigações do município, mas creio que nestas eleições pautas comportamentais deverão aparecer bem fortes, até porque essas discussões estão presentes nas câmaras municipais'', afirma.

O parlamentar buscará usar pautas conservadoras caras à extrema-direita na educação para consolidar-se no cenário eleitoral.

Em um vídeo em suas redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro falou: "Em 2024 temos agora eleições municipais. Vamos caprichar no voto, em especial, para vereadores". Por fim, revelou o que deve ser a estratégia eleitoral da extrema direita: onde não for possível ir para a disputa com chances de eleger uma prefeitura, irão buscar eleger a maior quantidade possível de candidatos a vereador.

Mesmo com a inelegibilidade, Bolsonaro vem se movimentando em ritmo de turnê eleitoral, encontrando-se com lideranças do PL e dando uma certa ''mãozinha'' para a ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, para turbinarem palanques eleitorais. Animado pela expressiva quantidade de apoiadores que estiveram presentes na Avenida Paulista, em São Paulo, no mês passado, protestando contra sua prisão, Bolsonaro ainda mira em grandes capitais como São Paulo, onde apoiará a reeleição do atual prefeito Ricardo Nunes.

Para o presidente da Federação Brasil Esperança no Paraná, Elton Barz, o bolsonarismo buscará consolidar-se em 2024, visando chegar com força para uma provável disputa com Lula em 2026. ''As eleições municipais tendem a serem eleições de temas mais locais, abrindo pouco espaço para nacionalização dos debates, mas creio que nesse ano, eles tentarão emplacar uma pauta comportamental para crescer para 2026'', analisa.

Para Glauco Faria, jornalista e ex-diretor executivo do Brasil de Fato e da Revista Fórum, a tática da direita em tentar pautar o debate eleitoral pelo viés do comportamento deve ter a devida atenção dos setores progressistas. Em artigo no portal Outras Palavras, Faria analisa que o papel da esquerda nessas eleições deve ser tocar nos problemas reais das pessoas.

''O campo progressista terá que trabalhar as pautas que digam respeito aos problemas efetivos das pessoas nas cidades e prever cenários que possam surgir com as tentativas dos extremistas em acuarem os adversários'', relata.

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