Geral TRIBUNAL DO JÚRI

Julgamento de Jean Michel avança pela noite e será retomado na manhã de sexta-feira

Ao que tudo indica o julgamento de Jean Michel de Souza Barros realmente se estenderá até o sábado (2/3).

Por Da Redação

29/02/2024 às 22:48:59 - Atualizado há

Ao que tudo indica o julgamento de Jean Michel de Souza Barros realmente se estenderá até o sábado (2/3). O júri teve início na manhã desta quinta-feira (29) no Fórum de Umuarama e até às 21h45 estava sendo inquirida a segunda testemunha, o perito da Polícia Científica que realizou a coleta das primeiras provas na residência onde o triplo homicídio ocorreu. Não foi divulgado horário para a finalização dos trabalhos do Tribunal do Júri hoje.

O crime aconteceu no dia 8 de agosto de 2021. Os corpos das vítimas foram encontrados apenas na manhã do dia seguinte (9/8/2021). A advogada Jaqueline Soares, 39 anos (esposa do réu), e os pais dela, Helena Marra, 59 anos, e Antônio Soares dos Santos, 65 anos foram assassinados com golpes de faca na casa em que residiam, localizada na avenida São Paulo, perto da praça do Japão.

A primeira testemunha ouvida foi Eveline dos Santos Marra, que é filha do casal e irmã da advogada. Eveline, que é juíza em Paranavaí, foi inquirida pela defesa e pela acusação por cerca de 5 horas. Relembre aqui os detalhes do testemunho.

Já no início da noite foi a vez do perito Eugênio Burg Filho testemunhar. Ele fez uma narrativa sobre como encontrou os corpos das vítimas na casa, detalhando cada ambiente do imóvel por onde passou e os vestígios e provas localizados. Também explicou como procedeu com a coleta dos materiais.

O perito disse que as vítimas tinham ferimentos transfixantes. O casal Antônio e Helena foram mortos cada um com uma facada, na região do pescoço. Eles estavam no andar térreo da residência e não apresentavam sinais de resistência (luta corporal), o que indica que foram surpreendidos pelo assassino e não tiveram tempo de reação e possibilidade de tentar se defender.

No andar inferior da casa o perito encontrou respingos e esguichos de sangue em vários ambientes, inclusive na área gourmet (varanda), onde o profissional também identificou que o autor dos crimes havia alterado a cena, lavando o chão. Foram registradas marcas de sangue em um rodo e na mangueira.

Em cima de uma mesa estava uma camiseta polo com laço de presente, com respingos de sangue. De acordo com a investigação, Jean Michel teria dado essa peça de roupa de presente de Dia dos Pais para o sogro no mesmo dia em que os homicídios aconteceram.

Foto: Colaboração OBemdito

Depois o perito acessou o piso superior do imóvel onde foram encontrados mais vestígios de sangue e o corpo de Jaqueline, dentro de uma banheira. Ela foi atingida por diversos golpes de faca. A advogada apresentava lesões por defesa contra arma branca nas mãos, que chegaram a expor ossos e tendões. O quarto de Jaqueline estava remexido, o que indica que o autor tentou procurar alguma coisa.

Devido ao adiantado da hora, OBemdito não conseguiu acompanhar o momento em que a defesa de Jean Michel começaria a inquirir a testemunha.

O julgamento terá continuidade na sexta-feira (1º/3) a partir das 9h no Tribunal do Júri de Umuarama. O Juiz de Direito Adriano Cezar Moreira está conduzindo o procedimento.

Jean Michel durante o julgamento – Foto: Colaboração OBemdito

Fonte: O Bemdito
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