Política

Em delação, Mauro Cid afirma que grupo radical defendia apoio de CACs para golpe

O tenente-coronel Mauro Cid afirmou à Polícia Federal que aliados radicais de Jair Bolsonaro (PL) eram favoráveis à utilização de “um braço armado” para executar o plano golpista do ex-presidente.

Por Da Redação

20/02/2024 às 21:26:45 - Atualizado h√°
Foto: Reprodução internet

O tenente-coronel Mauro Cid afirmou à Polícia Federal que aliados radicais de Jair Bolsonaro (PL) eram favoráveis à utilização de “um braço armado” para executar o plano golpista do ex-presidente. Em delação, o ex-ajudante de ordens informou que haveria apoio de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) na tentativa de golpe de Estado. A informação é do jornal O Globo.

De acordo com a PF, Cid também relatou que o grupo radical no entorno de Bolsonaro queria que o ex-presidente assinasse o decreto golpista com base em uma interpretação distorcida do artigo 142 da Constituição Federal, que trata do papel das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem.

"Que o segundo grupo de ‘radicais’ era a favor de um braço armado; que gostariam de alguma forma incentivar um golpe de estado; que queria que ele [Bolsonaro] assinasse o decreto; que acreditavam que quando o presidente desse a ordem, ele teria o apoio do povo e dos CACs", disse Cid em depoimento à PF.

A PF informou que Cid, no entanto, não especificou quem integrava o que ele intitula como “segundo grupo de radicais”, que defendia uma ação militar.

As investigações da PF apontam que, de acordo com o material analisado, havia duas frentes de atuação. Uma mais conservadora, que agia para desacreditar as urnas eletrônicas e o processo eleitoral, e uma segunda, que defendia ações “que resultariam em uma ruptura do Estado Democrático de Direito por meio de decretação de Estado de Defesa”.

CAC

O governo de Jair Bolsonaro concedeu, em média, entre 2019 e 2022, 691 registros de novas armas por dia para CACs. É o que aponta levantamento do G1.

No total, foram concedidos 904.858 registros para aquisição de armas ao longo de quatro anos, sendo que 47% foram liberados em 2022, segundo dados do Exército.

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