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Foragido após bomba, ex-assessor de Damares não vai se entregar; Alckmin se opõe a fim do GSI

Por Brasil de Fato

26/04/2023 às 13:30:35 - Atualizado h√°

√önico dos tr√™s réus acusados de tentar explodir uma bomba em um caminhão perto do aeroporto de Bras√≠lia em 24 de dezembro que ainda est√° foragido, o bolsonarista Wellington Macedo, que se apresenta como "influenciador", disse que não vai se entregar à pol√≠cia. Ex-assessor da hoje senadora Damares Alves (Republicanos), ex-ministra do governo Bolsonaro, ele chegou a ser preso e liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica, mas a rompeu em dezembro de 2022.

Em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo, Macedo afirmou que est√° escondido em uma fazenda que pertence a outro bolsonarista, a quem teria conhecido no acampamento golpista montado junto ao quartel-general do Exército em Bras√≠lia após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz In√°cio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022.

Segundo investigações da Pol√≠cia Civil do Distrito Federal, foi ele quem dirigiu o carro que transportou explosivos do acampamento até a região do aeroporto da capital federal. À Folha, Macedo disse que é inocente e que não sabia que o ve√≠culo carregava o artefato.

Durante o governo Bolsonaro, ele teve sal√°rio de R$ 10.373 trabalhando no Ministério da Mulher, Fam√≠lia e Direitos Humanos, chefiado por Damares. Macedo ocupou o cargo entre os meses de fevereiro e dezembro de 2019. Em 2021, tinha sido preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de incentivar atos antidemocr√°ticos de 7 de Setembro daquele ano. Após 42 dias, foi liberado e vinha sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

Os outros dois bolsonaristas acusados de participação na tentativa de explodir a bomba junto ao aeroporto de Bras√≠lia, George Washington de Oliveira e Alan Diego dos Santos e Sousa, estão presos.

Alckmin defende manutenção do GSI

Em meio à crise após a demissão do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, o vice-presidente da Rep√ļblica Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a manutenção do status de ministério do Gabinete. H√° pessoas de dentro do governo que defendem mudanças profundas.

"Nós não devemos acabar com o órgão porque houve erro. O que precisa é apurar e haver responsabilização", disse, o vice-presidente, que também ocupa o cargo de ministro de Desenvolvimento, Ind√ļstria, Comércio e Serviços, em entrevista registrada pela Folha.


Lula e Geraldo Alckmin, presidente da Rep√ļblica e vice / Ricardo Stuckert/PR

A coletiva foi realizada após participação da cerimônia de abertura da 22¬™ Marcha dos Legislativos Municipais, na terça-feira (25), em Bras√≠lia, Alckmin, que estava na condição de presidente em exerc√≠cio, disse que aguardaria a volta de Lula, que estava em viagem à Europa, para debater o tema.

Desde a sa√≠da de Gonçalves Dias, que é militar reformado, o GSI est√° sob a chefia interina de Ricardo Cappelli, que atuou também como interventor na chefia da segurança do Distrito Federal logo após os ataques do dia 8 de janeiro.

Militar que deu √°gua a golpistas no Pal√°cio Planalto disse ter tentado "se infiltrar"

O major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira, que foi identificado como o militar que deu √°gua a golpistas que invadiram o Pal√°cio do Planalto no √ļltimo dia 8 de janeiro, disse à Pol√≠cia Federal (PF) que estava "se infiltrar" para conter maiores danos ao prédio.


José Eduardo Natale de Paula Pereira, militar identificado em v√≠deo dando √°gua para golpistas que invadiram o Planalto em 8 de janeiro / Reprodução/Redes Sociais

O site Poder360, que teve acesso à √≠ntegra do depoimento do major e de outros oito integrantes do GSI que atuaram no Planalto durante a invasão, afirmou que Pereira disse ter atuado sozinho, sem apoio de outros agentes, por cerca de uma hora no dia da invasão.

Segundo os registros, Pereira foi escalado como coordenador de segurança das instalações do Planalto no dia 6, antevéspera do quebra-quebra promovido pelos bolsonaristas nos prédios da Praça dos Tr√™s Poderes, em Bras√≠lia. Ele afirmou, no depoimento, que entrou em contato com seus superiores para pedir reforços e atualizar a situação.

O major disse ainda, segundo o Poder360, que deu √°gua aos golpistas por exig√™ncia dos invasores, e que ele tentava acalmar os bolsonaristas e evitar mais depredação. Os depoimentos dele e dos outros militares foram coletados no √ļltimo domingo (23). Todos os depoentes afirmaram que não tinham consci√™ncia da gravidade da situação até que sa depredações começaram.

Janones é condenado a indenizar Nikolas Ferreira após postagem e diz que vai recorrer

O deputado federal André Janones (Avante-MG) foi condenado pela Justiça Federal em Minas Gerais a pagar uma indenização de R$ 5 mil ao também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por postagens nas redes sociais. Janones afirmou que vai recorrer da decisão.

Na postagem, divulgada durante a campanha de ambos à C√Ęmara em 2022, Janones usou o termo "um vereador pedófilo". Ferreira, na época, era vereador da capital mineira, Belo Horizonte. Janones argumentou que não citou nomes na publicação, mas a alegação foi negada pelo juiz que avalia o caso, que afirmou que não havia d√ļvidas de que foi feita refer√™ncia a Ferreira.

Janones e Ferreira tiveram um embate direto nas √ļltimas eleições, quando fizeram parte das "tropas de choque" de Lula (no caso de Janones) e Bolsonaro (Ferreira) na busca pelos votos dos eleitores - não apenas os mineiros - nas redes sociais.

Ouvido pela Folha, Janones disse que vai recorrer, e repetiu o mesmo argumento: que não citou ninguém na postagem. Ferreira também disse que vai recorrer, em busca de indenização maior e retratação p√ļblica do advers√°rio.

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