Saúde

O Abre e Fecha da Pandemia

*Deputado Federal, médico e ex-prefeito de Curitiba

Por Jornalista Luciana Pombo

02/06/2021 às 12:00:35 - Atualizado há

A cada semana, uma decisão nova sobre a abertura de comércios, escolas, circulação de pessoas. Há quem diga que fechar tudo não funciona. Há quem defenda que é determinante no controle do vírus.

Entre tantas polêmicas, uma coisa é certa, independente de decretos, ou restrições, o controle do vírus depende muito de atitudes pessoais.

Assim como o vírus da gripe, o novo coronavírus é transmitido por gotículas presentes no ar e em superfícies. Portanto, o distanciamento social é uma necessidade, assim como a higiene das mãos e a utilização das máscaras.

Ainda não se sabe ao certo todas as implicações deste vírus. Porque algumas pessoas adoecem e outras, não. Ou mesmo o agravamento da doença, não há uma condição específica que seja determinante em relação a quem vai adoecer com gravidade e morrer e quem será assintomático.

Enquanto não há vacina para todos, ainda teremos que tomar cuidados.

O número de contaminados e de internados tem crescido nas últimas semanas. A taxa de infecção chegou a superar 1,1 em Curitiba. O que significa que cada cem infectados estariam transmitindo para 110 pessoas.

Na tentativa de frear a contaminação, algumas cidades do estado restringiram a circulação e determinaram o fechamento dos serviços não essenciais. Atitude drástica para tentar diminuir a circulação de pessoas e frear o que seria uma terceira onda em meio ao frio que anuncia a chegada do inverno.

Na semana passada, o governo do estado reuniu gestores dos municípios da região metropolitana de Curitiba para que as ações sejam determinadas de forma integrada. Recomendações em relação ao transporte coletivo também foram feitas, na tentativa de tornar o transporte menos perigoso à disseminação do vírus.

Mas por que as atitudes pessoais são tão importantes? Independente de o comércio estar aberto ou fechado, todo e qualquer contato com pessoas de fora do seu convívio significa risco. Se cada pessoa puder sair apenas para o trabalho ou para fazer o que realmente PRECISA e não pode esperar, o ambiente torna-se mais seguro para todos. Na rua, no ônibus, no trabalho e em casa.

E o transporte coletivo? Mesmo nele algumas atitudes podem ser tomadas: Se puder, evite o horário de maior movimento, sempre use máscara, procure entrar apenas em ônibus que não estejam lotados, deixe os vidros abertos (apesar do frio) e denuncie se presenciar alguma irregularidade.

Precisamos de vacinas. Enquanto a maioria não estiver vacinada, é necessário que cada um cuide de si e do outro. É tempo de sermos coletivos. E reafirmo, mais do que uma questão de abrir ou fechar tudo, o mais importante é a atitude de cada um.

* Luciano Ducci é deputado Federal, médico e ex-prefeito de Curitiba.

Opinião por Luciano Ducci

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