Trabalhismo

Getúlio Vargas: o presidente do Trabalhismo Brasileiro

140 anos do nascimento de Getúlio

Por Jornalista Luciana Pombo

19/04/2022 às 14:43:52 - Atualizado há
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Há 140 anos nascia Getúlio Dornelles Vargas – conhecido como o presidente do Trabalhismo Brasileiro. Ele governou o Brasil durante dois mandatos: 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Vargas assumiu o poder em 1930, após liderar a Revolução de 1930. O governo dele era extremamente nacionalista e popular. Seus discursos reuniam multidões. Como tinha dificuldades de entrar em acordo com o Congresso Nacional, por conta das artimanhas que existiam desde então e prosseguem até hoje de troca de votos por recursos, ele fechou o Congresso em 1937 e instalou o chamado Estado Novo – extremamente controlador e centralizador.

Ele entendeu a importância da Comunicação e criou o Departamento de Imprensa e Propaganda – que dava informações oficiais para todos os meios de comunicação. Entre as principais realizações do governo de Getúlio Vargas podemos destacar: a criação da Justiça do Trabalho em 1939; criou e implantou vários direitos trabalhistas, entre eles, o salário-mínimo, Consolidação das Leis do Trabalho, semana de trabalho de 48 horas, Carteira profissional e férias remuneradas.

O presidente fez fortes investimentos nas áreas de infraestrutura: criação da Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce e Hidrelétrica do Vale do São Francisco. Valorizava extremamente as estatais brasileiras – para fortalecimento interno do País. Em 1938, criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que existe até os dias de hoje.

Após um golpe militar, Getúlio Vargas deixou o governo em 1945. No entanto, o povo brasileiro clamava a volta dele na presidência e em 1951, ele assumiu o poder pelas vias democráticas. No segundo mandato continuou com uma política nacionalista e criou a campanha do "Petróleo é Nosso", para impedir que empresas estrangeiras pudessem explorar o petróleo em terras brasileiras. Esta campanha resultou, posteriormente, na criação da Petrobras. Anos depois, vemos um suposto governo patriota destruir as estatais, buscando a privatização e tentando acabar moralmente com a Petrobras – sólida e superavitária.

Apesar de todo empenho de Getúlio Vargas, ele era perseguido pelos militares – que estavam descontentes com medidas consideradas "de esquerda" tomadas por Vargas. A imprensa, tradicionalmente de direita, era contra o governo getulista e o clima foi ficando tenso. Havia uma pressão pela renúncia dele. Em agosto de 1954, Getulio Vargas supostamente teria se suicidado com um tiro no peito, no Palácio do Catete. A versão oficial de suicídio é aceita até os dias de hoje. No entanto, há muitas dúvidas porque o governo voltou a ser militar após a morte de Getulio que deixou uma carta de despedida.

Getulio tinha a oposição clara dos ruralistas brasileiros e dos militares. Quando colocou João Goulart para o cargo de Ministro do Trabalho, piorou ainda mais as relações políticas com os poderosos brasileiros. Vale lembrar que Goulart foi o presidente do Golpe Militar de 1964. Ele era cunhado de Leonel de Moura Brizola.

A Carta-testamento de Getúlio Vargas foi escrita horas antes do suicídio, em 24 de agosto de 1954, e é dirigida ao povo brasileiro. Foi lida, durante o enterro, pelo colega João Goulart. Nela, Vargas deixa as marcas de seu legado na história política brasileira, fala que sempre trabalhou em prol da população e que tudo fez para o bem do povo.

"Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida."

Fonte: Luciana Pombo
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