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Política

Polícia investiga se vândalo que destruiu relógio do século XVII no Planalto também participou de ataque ao STF

Vídeos inéditos divulgados pela Corte mostram homem usando roupa semelhante à de vândalo da relíquia. Antônio Cláudio Alves Ferreira foi preso na segunda-feira (23). Trecho de vídeo divulgado pelo STF que mostra homem usando camiseta semelhante à de vândalo responsável pela destruição de relógio do século XVII, no Planalto


Reprodução

A Polícia Judicial – responsável por cuidar do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e da segurança dos ministros da Corte – investiga se o vândalo que destruiu um relógio do século XVII, no Palácio do Planalto, também participou das depredações no STF.

Vídeos inéditos divulgados pelo STF nesta quarta-feira (25) mostram que, entre os invasores do Supremo, havia um homem usando uma camiseta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele usava roupa semelhante à do vândalo que foi detido na segunda (23) pelos danos causados à peça rara – feita pelo francês Balthazar Martinot.

O homem que quebrou o relógio é Antônio Cláudio Alves Ferreira, de 30 anos. Durante depoimento à Polícia Federal (PF), ficou em silêncio. Na terça-feira (24), ele passou por uma audiência de custódia.

Ferreira é suspeito de diversos crimes durante os ataques:

abolição violenta do Estado Democrático de Direito

golpe de estado

dano qualificado

associação criminosa

incitação ao crime

e destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Nesta quarta-feira, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dele, em Catalão. No cumprimento do mandado, agentes apreenderam um celular, um veículo e uma caderneta contendo anotações.

Relógio de Dom João VI

O relógio foi trazida por Dom João VI para o Brasil, em 1808. A restauração da obra não vai ser fácil, segundo especialistas.

Ele é feita de casco de tartaruga e com um bronze que não é fabricado há dezenas de anos.

O momento em que o relógio foi vandalizado foi gravado por câmeras de segurança. As imagens obtidas em primeira mão pela TV Globo mostram o invasor, vestido com uma blusa de Bolsonaro, jogando o objeto no chão.

Em seguida, ele tentou desligar os disjuntores do andar, antes de achar um extintor de incêndio e tentar quebrar a câmera de segurança usando o objeto, sem sucesso.

Existem apenas dois relógios do francês Balthazar Martinot. O outro está exposto no Palácio de Versailles, na França, mas possui a metade do tamanho da peça que foi destruída pelos invasores do Planalto. O valor do relógio não foi informado.

G1

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