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Engenheiro agrônomo e consultor do Globo Rural participa de evento na UEL

Por Da Redação

24/05/2022 às 09:19:40 - Atualizado há

O engenheiro agrônomo e consultor Chukichi Kurozawa, um dos principais nomes na fitopatologia no Brasil, participou recentemente da 9ª edição do Simpósio de Atualização em Ciências Agronômicas (SACA). O evento, promovido pelo AGRO.UEL, organização constituída por estudantes de Graduação, Pós-Graduação e professores do curso de Agronomia (CCA), debateu os rumos da agricultura no Brasil com painéis e palestras entre os dias 16 e 20 de maio. 

Kurozawa encerrou o evento, com a palestra “O engenheiro agrônomo e sua contribuição para a sociedade”, na última quinta (19). Na sexta-feira, visitou o Laboratório de Fitopatologia do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), conheceu o programa de melhoramento de café e as dependências da UEL, como o Orquidário.

Há 56 anos na profissão, Kurozawa já atuou como professor universitário, além de prestar consultoria para o programa dominical Globo Rural há 23 anos e para empresas do segmento no Brasil. Ele é doutor pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), de Piracicaba, e lecionou por mais de 30 anos na Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu.

“Geralmente, avalio as matérias, cartas e demais materiais que vão ao ar no domingo pela segunda ou terça-feira. Temos que acompanhar a reportagem para garantir que não haja erro”, comentou Kurozawa, enquanto passeava pela Universidade. Além dele, há mais um consultor no programa, da área de Medicina Veterinária.

Para engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, jovem estudante precisa aliar experiências práticas com a teoria.
Para Kurozawa, jovem estudante precisa aliar experiências teóricas e práticas para seguir na profissão (Agência UEL)

Encontro com a juventude

A passagem de Kurozawa por Londrina no 9º SACA foi destinada a conversar com a juventude que está iniciando os passos na agronomia. Do alto de sua experiência de cinco décadas, trouxe dicas valiosas para os estudantes. “É bastante louvável que o estudante e o professor se organizem para criar esses eventos”, diz, em relação à organização do SACA. “É um sinal de que a universidade se preocupa com a formação técnica, que é muito ampla. O campo de atuação envolve desde consultorias a empresas, serviço público, atuação acadêmica, paisagismo, entre outras áreas”.

Na palestra, Chukichi trouxe um pouco da história da agronomia no Brasil, desde os anos 1950 até os dias atuais. “O Brasil era muito diferente. Haviam pouquíssimos tratores, não haviam herbicidas, poucos defensivos agrícolas estavam disponíveis. Isso começou a mudar nos anos 1960, quando houve mais incentivo à agroindústria”, explicou. 

O panorama mudou rapidamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), inaugurada em 1973 e que descentralizou as pesquisas na agricultura em todo o Brasil, além de medidas importantes como correção da acidez do solo e incentivo na produção de cultivares melhoradas geneticamente. “Hoje, é possível plantar maçã, por exemplo, em épocas quentes, pois temos novas variantes que se adaptam ao clima e ao solo, graças ao melhoramento genético”, avaliou Kurozawa.

Oportunidade

O jovem engenheiro agrônomo, para Chukichi Kurozawa, está diante de uma grande oportunidade de trabalho: o seu próprio país. “O Brasil é líder na exportação de café, suco de laranja, açúcar, celulose, papel, milho, soja, é o segundo lugar na exportação de algodão… as possibilidades são inúmeras e requerem capacitação”, comentou. Para os iniciantes, recomenda bastante calma, foco e trabalho prático. “O aprendizado se consegue com os professores, mas também colocando a mão na massa”.

Fonte: O Perobal
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