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Open banking: 65% dos brasileiros aceitam compartilhar dados, aponta estudo

Por Canal Tech

20/01/2022 às 02:07:17 - Atualizado há

A implementação do open banking no Brasil deve ser concluída em 2022. Com isso, o compartilhamento de informações bancárias deve se tornar mais usual no país. É a partir desse sistema financeiro aberto que clientes podem permitir o envio de seus dados entre diferentes instituições. O acesso ao histórico e detalhes básicos podem facilitar portabilidade, oferecer produtos personalizados e agilizar soluções, de formas menos burocráticas.

Uma pesquisa encomendada pela Quanto em parceria com a Aster Capital aponta que 65% dos brasileiros estão dispostos a compartilhar seus dados para obter condições melhores. Conduzido em agosto de 2021, o estudo teve 2 mil entrevistados em todas as regiões do país.

Victoria Amato, líder da área de negócios da Quanto, explica que o usuário está mais propenso a compartilhar informações quando entende os benefícios. "Essa preocupação com a contextualização deve ser essencial para que o open banking tenha um impacto ainda maior no Brasil do que em outros países", analisa. Para Amato, 2022 deve ser marcado pelas adaptações das instituições financeiras às exigências da novidade.


Brasileiros estão dispostos a compartilhar dados para obter condições melhores (Imagem: Divulgação/Open Banking)


Marcello Silva, sócio-fundador da Aster Capital, diz que a pesquisa indica que o open banking pode habilitar a entrada dos desbancarizados e acelerar o rearranjo de forças do mercado. "Em poucos anos, podemos estar diante de um sistema bancário totalmente diferente no Brasil. Por enquanto, vejo apenas um vencedor: o consumidor", comenta. Claro que ainda há questões legais e de segurança ainda a serem aprimoradas, mas o sistema promete facilitar a vida do consumidor, especialmente se conseguir alinhar bem as opções de concessão de informações dos clientes, assim como a fiscalização e mitigação de falhas.

Segundo a pesquisa, o brasileiro tem, em média, 3,5 contas bancárias. Quase 25% dos participantes têm cinco contas ou mais. O estudo mostra, ainda, que 40% dos brasileiros nunca fecharam uma conta bancária. Entre os que já o fizeram, a maioria era cliente de bancos tradicionais. A principal justificativa é o alto custo de manutenção.

Fases do open banking

A primeira etapa começou em 1º de fevereiro de 2021. Ela foi dedicada a oferecer informações padronizadas das instituições financeiras participantes ao público. As entidades apresentaram seus canais de atendimento e seus produtos e serviços.

A Fase 2, iniciada em 13 de agosto, incluiu o compartilhamento de informações. Com isso, os clientes passaram a poder receber ofertas de acordo com perfil e histórico financeiro, com custos menores e maior personalização.

Já a terceira etapa foi iniciada em 29 de outubro. Nessa fase, o open banking encontrou o sistema de pagamento instantâneo (Pix) e incluiu o Iniciador de Transação de Pagamento (ITP) e o encaminhamento de propostas de crédito. Os ITPs podem facilitar as transferências por meio de seus aplicativos.

Pix já foi incorporado ao open banking (Imagem: Reprodução/Canaltech/Caio Carvalho)

Com isso, plataformas de delivery, por exemplo, podem oferecer a opção de pagar com Pix dentro do próprio app. O usuário, então, não precisa sair do aplicativo para quitar o que precisa no próprio painel do banco em que tem conta.

A Fase 4 de implantação do open banking, por sua vez, teve início em 15 de dezembro. Ela permite que o compartilhamento de dados, informações e histórico saia do âmbito bancário e passe a valer para toda a cadeia de finanças pessoais, como seguros, investimento, câmbio e outros. Além disso, marca a transição para o open finance.

Desdobramentos em 2022

Em 2022, devem haver mais desdobramentos das Fases 3 e 4. A primeira novidade é da terceira etapa e entra em vigor em 15 de fevereiro: permite pagamentos com TED e transferência entre contas na mesma instituição. Em 30 de junho, chegam os pagamentos com boletos e, em 30 de setembro, acertos com débito em conta.

Em 31 de maio, chega mais um desdobramento da Fase 4. A partir dele, os dados transacionais de serviços e produtos poderão ser compartilhados entre as instituições.

Fonte: Canal Tech
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