Sa√ļde Coronav√≠rus

Parceria entre Prefeitura e HU/UEL realizou mais de 83 mil testes de Covid-19

Por O Perobal

13/09/2021 às 18:33:45 - Atualizado h√°

Segundo o farmac√™utico e bioqu√≠mico chefe do Laboratório de An√°lises Cl√≠nicas do HU-UEL, José Wander Bregano, outro ganho obtido com a testagem padr√£o ouro envolve a administra√ß√£o dos leitos hospitalares e as doa√ß√Ķes de órg√£os. "Para capta√ß√£o de órg√£os, em vida ou óbito, atendemos todo norte e noroeste do Estado. E a doa√ß√£o só pode ocorrer mediante resultado negativo para Covid-19, ent√£o termos esse servi√ßo na cidade foi extremamente importante para a continuidade da doa√ß√£o de órg√£os", elencou.

Além dos testes feitos com insumos adquiridos pela Prefeitura e analisados no Setor de Diagnóstico Molecular do Laboratório de An√°lises Cl√≠nicas do HU-UEL, a testagem na rede p√ļblica de sa√ļde inclui testes enviados pelo Ministério da Sa√ļde e pelo governo estadual. Porém, estes s√£o enviados ao Laboratório Central do Estado, em Curitiba, com prazo m√≠nimo de 72 horas, enquanto os testes analisados no Laboratório do HU ficam prontos em um prazo muito menor.

Todas as amostras do RT-PCR que chegam ao HU até as 11h da manh√£ ficam com o resultado dispon√≠vel até as 19h do mesmo dia; j√° o resultado dos exames entregues após 11h s√£o emitidos no dia seguinte. Esse servi√ßo é realizado todos os dias, sem interrup√ß√Ķes nos finais de semana ou feriados.

Bregano, que também é docente na UEL, citou ainda que, na regi√£o metropolitana de Londrina, apenas laboratórios privados analisam o RT-PCR e o HU é uma exce√ß√£o. "Sabemos que pouqu√≠ssimos hospitais do Brasil efetuam essa testagem di√°ria, como fazemos aqui. Desde que iniciamos a parceria com a Prefeitura a an√°lise n√£o cessou um dia sequer, e n√£o tivemos falta de nenhum insumo. Somos muito gratos por esse acordo, pela luta √°rdua em obter todos os insumos de qualidade e com o valor adequado", disse.

Na regi√£o, além do HU/UEL, apenas laboratórios privados fazem os testes.


Os testes RT-PCR s√£o coletados em pacientes dos hospitais p√ļblicos de Londrina, incluindo o próprio HU, no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e nas unidades de sa√ļde municipais exclusivas para atendimento de pacientes com sintomas respiratórios. S√£o elas: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabar√° e Unidades B√°sicas de Sa√ļde (UBSs) do Guanabara, Bandeirantes, Chefe Newton, Maria Cec√≠lia e Vila Ricardo.

De acordo com o secret√°rio municipal de Sa√ļde, Felippe Machado, o conv√™nio entre a Prefeitura e a UEL possibilitou a Londrina um melhor enfrentamento da pandemia. "Pouqu√≠ssimos munic√≠pios do Brasil conseguiram implementar essa testagem. No in√≠cio da pandemia, uma das primeiras indica√ß√Ķes de todas as autoridades de sa√ļde, em todo o mundo, era justamente a necessidade de testagem e diagnóstico r√°pido para condu√ß√£o correta dos casos. E foi o que fizemos em Londrina", citou.

A parceria entre a Prefeitura e o HU-UEL compreende a aquisi√ß√£o dos insumos necess√°rios para realiza√ß√£o do RT-PCR. Essa compra inclui v√°rios itens utilizados na coleta do exame e nas etapas de an√°lise. Em quatro compras de reagentes e kits para o teste, a Prefeitura investiu mais de R$2,282 milh√Ķes de recursos.

"A Prefeitura se empenhou para comprar todos os insumos e aproveitar a expertise do Hospital Universit√°rio, que é refer√™ncia em v√°rios segmentos. Fica nossa gratid√£o e reconhecimento aos profissionais do Laboratório do HU que, de forma r√°pida, se empenharam para que esse processo fosse implantado em tempo recorde, e Londrina se destacou como uma das cidades que mais testa em todo pa√≠s", afirmou Machado.

O secret√°rio municipal de Gest√£o P√ļblica, F√°bio Cavazzoti, lembrou que nas primeiras semanas da pandemia era muito dif√≠cil adquirir os testes e seus insumos. À época, o Ministério da Sa√ļde indicava que os exames fossem realizados somente em pacientes internados e em situa√ß√£o grave, por conta da escassez. "Recebemos v√°rias ofertas de compras, com pre√ßos na faixa de R$150 a R$200, mas n√£o t√≠nhamos a seguran√ßa de que fossem confi√°veis", citou.

Após a formaliza√ß√£o do conv√™nio com o HU-UEL, a Prefeitura pôde aplicar um protocolo de testagem em todo paciente com sintomas de Covid-19. Em média, o valor pago nos insumos pela Prefeitura e pelo Hospital Universit√°rio faz com que cada RT-PCR tenha um custo médio de, aproximadamente, R$50, cerca de tr√™s a quatro vezes menos que o valor praticado na rede privada. "Conseguimos aplicar essa ferramenta importante para controle da pandemia de forma √°gil, eficaz e econômica. E mais de um ano depois, muitas cidades com o mesmo porte de Londrina ainda n√£o t√™m uma an√°lise local dispon√≠vel para seus testes", complementou Cavazzoti.

Para o secret√°rio municipal de Gest√£o P√ļblica, a atua√ß√£o conjunta entre os servidores da Prefeitura e as equipes do HU-UEL viabilizaram que o programa de testagem seja um sucesso ininterrupto. "Agradecemos muito à UEL e ao HU por entrarem nesse programa. Nos adaptamos rapidamente, temos uma interlocu√ß√£o constante, e o resultado é essa iniciativa pioneira e bem-sucedida, que enaltece a capacidade cient√≠fica da Universidade e a proatividade do nosso corpo administrativo", disse.

(Com informa√ß√Ķes do N.COM/Prefeitura de Londrina – FOTOS: HU/UEL).

Fonte: O Perobal
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