Educação Novo Ensino M√©dio

Proposta de Novo Ensino Médio, do Senado, deve ser rejeitada na Câmara

Depois de alterado e aprovado no Senado, o projeto do Novo Ensino M√©dio vai enfrentar resist√™ncias na Câmara.

Por Rádio Agência Nacional

21/06/2024 às 14:42:01 - Atualizado h√°

Depois de alterado e aprovado no Senado, o projeto do Novo Ensino M√©dio vai enfrentar resist√™ncias na Câmara. A ideia √© reverter as mudanças feitas pela relatora, senadora professora Dorinha Seabra, e manter o texto original dos deputados. O próprio l√≠der do governo na Casa, deputado Jos√© Guimarães, √© claro: a aprovação do texto na Câmara √© resultado de um amplo entendimento entre parlamentares e o ministro da Educação, Camilo Santana. E o relator, deputado Mendonça Filho, complementou:

"O meu propósito, como relator da Câmara, √© preservar o texto original que foi constru√≠do com todas as lideranças e respaldada pelo próprio presidente, Arthur Lira. Pra mim, a tend√™ncia ser√° dar prefer√™ncia ao texto votado na Câmara dos Deputados".

O assunto dever√° ser discutido em reunião de l√≠deres na primeira semana de julho. Mas¬Ö entre tanto vai e vem, a gente pode ficar confuso sobre qual √© a proposta que est√° valendo e quais são as mudanças.

√Č assim: hoje o Ensino M√©dio tem uma carga hor√°ria de tr√™s mil horas, sendo 1.800 de Formação B√°sica mais 1.200 de itiner√°rio formativo. Pela nova proposta, serão 2400 horas de Formação B√°sica mais 600 de itiner√°rios. O problema, segundo o relator na Câmara, Mendonça Filho, est√° nos cursos t√©cnicos. Hoje são 1200 horas. Pela proposta do Senado, serão 2.200 mais 800, mil ou 1.200 horas dependendo do curso de formação. A Câmara tinha proposto 2.100.

As discussões prometem ser longas, mas precisam ser r√°pidas, a tempo de iniciar as mudanças j√° no ano letivo de 2025.

Especialistas recomendam aprovação do texto do Senado. O educador, cientista social e professor da Universidade de São Paulo, Daniel Cara, diz que o modelo do Senado se aproxima mais de um modelo integrado, mas est√° longe do ideal.

"Pra esse modelo, 2.200 horas de formação geral b√°sica, que foi aprovado pelo Senado e que √© melhor que a Câmara, pra esse modelo, √© muito pouco. A gente teria que ter, novamente, uma reestruturação, uma nova tramitação de mat√©ria, que √© dif√≠cil porque ningu√©m aguenta mais viver o caos do novo ensino m√©dio ou viver o novo ensino m√©dio atenuado, que √© o que acaba acontecendo".

Outras alterações do Senado que podem ser revistas na Câmara: a obrigatoriedade do ensino do Espanhol e de oferta de ensino noturno. O texto, no entanto, mant√©m a proporcionalidade entre 70% de Formação Geral B√°sica e 30% de itiner√°rios formativos. O ensino à distância ser√° previsto apenas em caso de excepcionalidade emergencial tempor√°ria.

No caso dos itiner√°rios formativos, hoje não h√° limitação. Com o novo Ensino M√©dio, o aluno poder√° optar por dois. E o Enem e outras avaliações deverão ser feitas com base na formação geral b√°sica somente e não tamb√©m nos itiner√°rios.

√Č prevista, ainda uma regra de transição at√© 2028, passando a valer integralmente no ano letivo de 2029.




 Ana L√ļcia Caldas / Fran de Paula Priscilla Mazenotti - repórter da R√°dio Nacional
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