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14/09/2020 às 17h20min - Atualizada em 14/09/2020 às 17h20min

Brasil denunciado na ONU por envolvimento militar em assuntos públicos

Bachelet alertou sobre abusos aos direitos humanos em 30 países, além do Brasil

Nalu Pombo
Com informações do noticias.uol
Foto: Denis Balibouse
Michelle Bachelet, Ex-Presidente da República do Chile, denunciou o crescente envolvimento militar em assuntos públicos no Brasil. Ela abriu o Conselho de Direitos Humanos da Onu com um discurso que também critica os ataques contra ativistas e jornalistas no país, além da exclusão de mecanismos de participação da sociedade na construção de políticas públicas.
 
Além do Brasil, outros 30 países foram citados em situações graves de violações aos direitos humanos, como Venezuela, Arábia saudita, Belarus, China, EUA, Líbano, Mianmar, Polônia, Síria, entre outros.
 
"No Brasil, estamos recebendo relatos de violência rural e despejos de comunidades sem terra, bem como ataques a defensores dos direitos humanos e jornalistas, com pelo menos 10 assassinatos de defensores dos direitos humanos confirmados este ano", denunciou. "Um número alarmante de defensores dos direitos humanos e jornalistas continua a ser intimidado, atacado e morto – particularmente aqueles dedicados a proteger o meio ambiente e os direitos da terra”.
 
Bachelet também denuncia a exclusão de mecanismos de participação da sociedade na construção de políticas públicas no Brasil. O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) visa esvaziar conselhos para impedir a voz de ativistas.
 
"A contínua erosão dos órgãos independentes de consulta e participação das comunidades também é preocupante. Peço às autoridades que tomem medidas fortes para garantir que todas as decisões sejam fundamentadas nas contribuições e necessidades de todas as pessoas no Brasil", disse ela, referindo-se ao Decreto Presidencial nº 9759/2019.
 
A ex-presidente do Chile também destacou o crescente envolvimento militar no governo brasileiro. "Também no Brasil - assim como no México, El Salvador e em outros lugares - estamos vendo um maior envolvimento dos militares nos assuntos públicos e na aplicação da lei", afirmou. "Embora eu reconheça o contexto desafiador da segurança, qualquer uso das forças armadas na segurança pública deve ser estritamente excepcional, com supervisão eficaz".
 
Ela também demonstrou preocupação com relação à situação da pandemia da COVID-19 (novo coronavírus) no continente americano.
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