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09/09/2020 às 12h24min - Atualizada em 09/09/2020 às 12h24min

Golpistas usam pandemia para fazer vítimas

O delegado Zuliani explica como identificar e evitar possíveis golpes

Nalu Pombo
Com informações do correiobraziliense
Foto: Reprodução
Golpistas têm usado a pandemia da COVID-19 (novo coronavírus) para roubar contas de WhatsApp e pedir dinheiro aos contatos da vítima. Para identificar e evitar sofrer possíveis golpes, o delegado titular da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Giancarlos Zuliani, explica alguns procedimentos importantes.
 
“Nesse golpe, alguém liga e faz uma série de perguntas: se tem alguém doente na família, se teve febre recentemente, se está usando máscara. No final, a pessoa fala que vai mandar um código de seis dígitos para confirmar a pesquisa”, relata o delegado, que explica que, a partir do código, o criminoso consegue ter acesso e controle sobre a conta de Whatsapp das vítimas.
 
Outro golpe que está sendo comumente usado é a fabricação de sites e e-mails falsos para roubar dados, conhecido como phishing (pescaria, em inglês). Nessa prática, os golpistas, se passando por uma instituição de confiança – geralmente, o banco – enviam uma mensagem com um link que direciona a vítima para um site falso, mas muito parecido com o original, que está sobre o controle dos criminosos.
 
“O objetivo desse phishing é obter seus dados bancários para invadir a sua conta. Geralmente, o banco não se comunica com o cliente por SMS e nem pede informação”, explica o delegado.
 
Zuliani explica também que não é difícil para os criminosos conseguirem dados de ferramentas lícitas, como vendas de listas de consumidores em e-commerce. “É possível conseguir listas de grupos de clientes, por exemplo, se eu quiser um lista de médicos de Belo Horizonte para vender produtos”.
 
“Os dados tem valor porque, por exemplo, no golpe do WhatsApp, o criminoso consegue a sua foto, o seu nome, faz uma pesquisa e consegue informações sobre seus parentes, e essas informações vão proporcionar os benefícios que eles querem”, afirma Zuliani.
 
O delegado recomenda que as pessoas habilitem a autenticação de dois fatores no aplicativo e em todos os serviços que tenham essa ferramenta de segurança e lembra que é mais seguro que os usuários não repitam as mesmas senhas para vários sites. Também é importante verificar, quando se faz compras pela internet, se o boleto vai para pessoa física quando se negocia com pessoa jurídica e vice-versa. Prestar atenção nos domínios dos sites é outro ponto de atenção, conforme explicou o delegado. “O nosso sistema de domínio é muito bom, o ‘.com.br’. O criminoso vai partir para o ‘.com’ o ‘.org’ ou ‘.net’”.
 
O número de golpes feitos pela internet vem aumentando muito durante a pandemia. Por isso, a Polícia Civil (PC) disponibilizou uma cartilha aos cidadãos falando sobre os golpes mais comuns no DF, como o falso motoboy de banco e o golpe dos investimentos.
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