08/01/2020 às 11h48min - Atualizada em 08/01/2020 às 11h48min

"Pai quer o filho homem e a filha mulher", ataca Bolsonaro

Presidente criticou a diversidade sexual e de gênero em pronunciamento sobre novas diretrizes da educação

Terra
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O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta terça-feira (7) a diversidade sexual e de gênero. Em um pronunciamento ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o presidente atacou o que chamou de "ideologia de gênero" nas escolas. Ele e o ministro também atacaram o que chamam "kit gay".

"Uma parte do eleitorado se simpatizou comigo na pré-campanha e na campanha, tendo em vista a educação. Não vi discussão sobre ideologia de gênero. Isso, no meu entender não é para ser discutido lá (no ministério). O pai quer que o filho seja homem, que a filha seja mulher; coisa óbvia, né", disse o presidente.

A fala foi apoiada por Weintraub, que acrescentou: "Quem educa é a família, a escola ensina. A gente ensina a ler, a escrever, ensina o ofício. A gente espera que a família eduque as crianças". O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, considerado "sem polêmicas", também foi elogiado pelo presidente na reunião.

Ele retomou as críticas à prova anterior, que mencionava a "linguagem secreta dos gays" e questionou a contribuição do tema para os estudantes: "não consigo entender o que contribuía uma redação com esse tema?", questionou o presidente. Na verdade, a redação era sobre outro tema, a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet. A linguagem secreta dos gays fazia parte de uma questão da prova de Linguagens do Enem daquele ano.

Bolsonaro e seus apoiadores chamam de "kit gay" o material batizado de "Escola sem Homofobia", que chegou a ser discutido dentro do Ministério da Educação (MEC) em 2011, mas que teve produção e distribuição vetadas pela então presidente da República, Dilma Rousseff. Durante a reunião, foi exibido vídeo de balanço da atuação do MEC em 2019.

A reunião ocorreu em meio a rumores da possível saída de Weintraub do governo. Bolsonaro, contudo, apenas elogiou a atuação do ministro e citou a gestão de Ricardo Vélez, que esteve à frente do MEC até abril de 2019, como um "início conturbado". Sem citar diretamente o nome de Vélez, Bolsonaro afirmou que apesar de "bem intencionado" faltou "malícia" da parte do ex-ministro para "algumas funções que tinham de ser mudadas".

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