27/11/2019 às 15h23min - Atualizada em 27/11/2019 às 15h23min

Jornalista Airton Cordeiro morre aos 77 anos

Gazeta do Povo - Emanuelle Deise
Gazeta do Povo
DANIEL CASTELLANO
Morreu nesta quarta-feira (27), aos 77 anos, o advogado, jornalista e radialista paranaense Airton Ravaglio Cordeiro. Natural de Curitiba, Cordeiro marcou época em coberturas esportivas atuando como narrador e comentarista no rádio e na televisão. Também trabalhou na Gazeta do Povo, entre 2007 e 2013, onde foi editor do caderno de esportes e colunista. Ele estava hospitalizado há cerca de duas semanas. A causa da morte não foi divulgada. Aírton Cordeiro era advogado de formação, mas escolheu o rádio para se destacar. Como narrador, era o principal nome da imprensa local nos anos 1960, transmitindo as partidas mais importantes da época pela rádio Clube Paranaense, dentro e fora do Brasil. Como chefe de equipe, deu espaço a dezenas de profissionais que também fizeram história, como Carneiro Neto, Edson Militão, Luiz Augusto Xavier, J. Pedro, Borba Filho e Augusto Mafuz, entre outros.

Airton também atuou na política. Foi eleito vereador de Curitiba em 1976, pela Arena, e deputado estadual por dois mandatos, entre 1979 e 1986. Também foi deputado federal e participou da elaboração da Constituição brasileira, em 1988. O artigo da Constituição que garante a obrigatoriedade da garantia do sigilo de fonte em matérias jornalísticas é de sua criação. Ele também foi autor da lei que proibiu o uso de dinheiro público para a promoção pessoal dos governantes nos meios de comunicação e a que isentava os brasileiros com mais de 65 anos do pagamento do imposto de renda. Airton chegou a ser candidato à prefeito de Curitiba em 1988, mas renunciou a 12 dias da eleição em nome de Jaime Lerner. Após não ser eleito para a Câmara dos Deputados em 1990, deixou a política, e em 2001 retornou ao jornalismo esportivo como comentarista da rádio Transamérica e colunista da Gazeta do Povo. Em 2015, sofreu um duro golpe com a morte da esposa, dona Nina. Sofria com problemas cardíacos há alguns anos. Aírton Cordeiro deixou três filhos, Andrea, Adriana e Airton Filho. Velório e sepultamento ainda não foram divulgados pelos familiares.
"O jornalista Edson Militão era amigo desde a infância de Airton Cordeiro. Eles estudaram juntos no ensino fundamental no Colégio Estadual do Paraná e trilharam carreiras no jornalismo esportivo paranaense.

O jornalista Edson Militão era amigo desde a infância de Airton Cordeiro. Eles estudaram juntos no ensino fundamental no Colégio Estadual do Paraná e trilharam carreiras no jornalismo esportivo paranaense. " A minha história com ele é incrível. Talvez de todos os jornalistas vivos eu seja o mais antigo que o conhecia. Estudamos juntos no colégio e depois trabalhamos no rádio a partir dos anos 60, mas nunca na mesma emissora. O Airton foi um narrador brilhante. Um cara extremamente profissional. Era um dos melhores oradores do Paraná. Foi um político e constituinte sério. Fomos trabalhar juntos apenas como colunistas na Gazeta do Povo", conta Militão.
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