31/10/2019 às 15h07min - Atualizada em 31/10/2019 às 15h07min

Bastidores do Corinthians: falta de reação do time faz Carille pensar em sair; quinta pode ser decisiva

Técnico deixou o estádio Rei Pelé impactado com a nova derrota e tem futuro incerto

Bruno Cassucci e Marcelo Braga - Emanuelle Deise
G1
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Fábio Carille deixou o estádio Rei Pelé, em Maceió, com a cabeça quente e bastante impactado com a derrota por 2 a 1 para o CSA, em partida em que o Corinthians chegou ao sétimo jogo sem vitória.

Por decisão própria, o técnico pediu para não dar entrevista coletiva – algo que jamais havia ocorrido numa derrota. Ele Indicou que deixaria o encontro com a imprensa para sexta, após o treino no CT Joaquim Grava, em São Paulo.

Em seu lugar falou Andrés Sanchez, que bateu forte na postura do elenco. Segundo o presidente, há jogadores em clima de férias.

A impressão de Carille é a mesma. Se há duas semanas o técnico botava a mão no fogo pelos jogadores e dizia acreditar que tinha o grupo em suas mãos, agora já questiona a situação.

Chateado, o treinador usou as horas após o jogo no hotel em Maceió para, de cabeça fria, refletir sobre o futuro.

O técnico busca respostas que não tem. Membros da comissão técnica também não conseguem explicar a má fase do time. O aspecto comportamental, porém, foi eleito como grande vilão.

A saída do G6 acendeu o sinal vermelho. Ficar fora da Libertadores em 2020 afetaria não só a parte desportiva mas também a financeira do Corinthians.

Carille foi dormir sem ter certeza se será capaz de conduzir a equipe por mais nove jogos em 2019 – considerando, principalmente, que o líder Flamengo é o adversário de domingo, no Maracanã.

Andrés, que pagou quase R$ 3 milhões para quebrar o contrato do técnico com o Al Wehda, da Arábia Saudita, em dezembro de 2018, não quer pagar mais uma multa, desta vez para demiti-lo.

A cláusula de rescisão do vínculo do treinador é de R$ 6 milhões. Porém, caso opte pela demissão, o Timão pagaria indenização menor, pois o valor da multa cai a cada mês de vínculo.

A situação é negociável. O Corinthians deve valores para o treinador e, caso ele opte por interromper o trabalho, a parte financeira pode ser acordada amigavelmente. A diretoria alvinegra não irá se opor caso Carille queira sair.

Uma dificuldade para o Corinthians é achar um substituto para acabar 2019. Fabinho Félix, auxiliar fixo do Timão, e Dyego Coelho, técnico do sub-20, são opções caseiras, mas ainda em fase de construção de carreira. Não há a impressão de que esse tipo de troca traria grande impacto no time.

Andrés, em sua coletiva, disse que cogita "mudanças drásticas" até mesmo na diretoria. Hoje, o coordenador Emerson Sheik e o gerente Vilson Menezes são os homens do futebol ao lado do diretor Duílio Monteiro Alves – pré-candidato à eleição de 2020, Duílio é o único 100% garantido. Diretor entre 2015 e 2016, Eduardo Ferreira também faz parte da cúpula, mas sem cargo definido.

Nesta quinta, sem o calor do resultado, Carille deve decidir sobre seus próximos passos. A delegação corintiana volta a São Paulo pela manhã, e se reapresenta no CT Joaquim Grava na sexta-feira.


     
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