09/09/2019 às 18h57min - Atualizada em 09/09/2019 às 18h57min

​Araucária: ex-prefeitos são condenados

Outros funcionários e empresários também tiveram penas decretadas

Luciana Pombo
Os ex-prefeitos de Araucária, Rui Sérgio de Souza (PTC) e Olizandro Ferreira (MDB), foram condenados a 26 anos de prisão em um processo da 2ª fase da Operação Sinecuras - que investiga crimes contra a administração pública. Na decisão, a juíza Débora Cassiano Redmond, da Vara Criminal de Araucária, também condenou outros sete réus.

As condenações foram as seguintes: Rui Sérgio de Souza (ex-prefeito de Araucária) - 26 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro; Olizandro Ferreira (ex-prefeito de Araucária) - 26 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro; Marco Antonio Ozório (ex-diretor da Codar) - 24 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro; Fernanda Karas (ex-diretora da Codar) - 24 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro; Beatriz Magalhães (ex-diretora da Codar) - 23 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro; Ivone Gross de Lima (corretora de imóveis) - 20 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, lavagem de dinheiro e estelionato; Sebastião Henrique de Melo (corretor de imóveis) - 21 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Além de Dorivaldo Domingues de Souza (proprietário do terreno investigado) - 19 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, lavagem de dinheiro e estelionato; e Rosemary Minelli de Souza (proprietária do terreno investigado) - 19 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, lavagem de dinheiro e estelionato. A sentença determina também que os réus ressarçam aos cofres públicos o valor mínimo de R$ 1,8 milhão.

A Operação Sinecuras apura crimes cometidos na administração pública entre os anos de 2013 e 2016. Na 2ª fase, chamada de Alqueire de Ouro, o processo investiga um suposto superfaturamento na compra de um terreno feito pela Companhia de Desenvolvimento de Araucária (Codar), no ano de 2016. Conforme as investigações, a Codar comprou um terreno de um alqueire às margens da PR-423 por R$ 1,84 milhão, preço acima da média de mercado para imóveis naquela região. Após a deflagração da operação, o dono do imóvel, Dorivaldo de Souza, admitiu aos promotores que, na verdade, o valor recebido por ele pelo alqueire do terreno foi de R$ 1,440 milhão. A diferença de R$ 400 mil, segundo a denúncia, foi repassada aos diretores da Codar e aos dois ex-prefeitos.
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