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Conflito…, por Augusto Mafuz!

De um lado, uma torcida que sofre. E pelo amor que tem pela causa, busca as últimas esperanças em promessas e orações. Do outro, um candidato a presidente que silenciou, parecendo ser insensível à motivação que provoca a angústia do torcedor.

Há, sem dúvida, um contraste escancarado entre a dor da torcida e o silêncio de Mário Celso Petraglia. A dor que introduz a torcida em um ambiente de angústia, já se sabe de onde vem e, por isso, é fácil explicá-la: vem da perspectiva do rebaixamento do clube para a Segunda Divisão nacional.

Mas qual a razão do silêncio de Petraglia? Esse silêncio seria uma forma de sofrimento ou seria um arranjo estratégico que manda ficar à espera de ganhar benefício futuro?

Quando os alemães ficaram em silêncio, Churchill disse: “Não existe silêncio inocente”. Bingo: quarenta e oito horas depois, o espaço aéreo inglês foi tomado pelos aviões da Lutwaffe.

No silêncio há sempre um propósito. Não duvido do sentimento de Petraglia pelo Atlético, embora o seu histórico indique algumas recaídas: a proposta do seu desaparecimento em uma fusão com Paraná e Coritiba, com a camisa podendo ser “até cor de rosa”; o recuo na implosão do “Farinhacão” para a construção da Arena, porque o Atlético tinha sido suspenso por um ano pelo STJD, por fraude de arbitragem, cujo agente envolvido era o próprio Petraglia.

Recuo, aliás, que por ironia, foi impedido por Ênio Fornéa Júnior, seu adversário político, que indo contra a ordem de suspender a operação mandou apertar o botão e implodir. E disse a frase histórica: “A ponte implodiu. Agora não tem mais volta”. Houve ainda a proposição da derrubada da Baixada para a construção da Arena Atletiba, e, a mais recente, divulgar dados sigilosos do clube, como a remuneração de cada jogador.

Petraglia, também sofre, não duvido. Só não se sabe pelo que: seria pela mesma razão pela qual sofre a torcida do Furacão ou porque, se a torcida acabar feliz, perderia o trânsito para retomar o poder? Qual é a vontade final de Petraglia: ver afastada a angústia do rebaixamento ou ter a angústia de recuperar o poder?

Os dois juntos são possíveis, mas improváveis.


* Augusto Mafuz – comentarista do jornal O Estado do Paraná

Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.

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