TSE sabia do impulsionamento de fake news no WhatsApp e nada fez, diz marqueteiro do PSDB

Há uma semana do segundo turno das eleições à presidência da República surgem cada dia mais e mais denúncias contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre a contratação de pacotes “Fake News”. O que é isso na prática? Ataques a outros candidatos, difusão de mentiras camufladas como notícias, vídeos que tentam desmentir publicações negativas da imprensa, desconfiança das pesquisas e falsos apoios de celebridades à candidatura de Bolsonaro. Aliás, no primeiro turno o disparo das Fake News era tão intenso que não tinha dia que não chegavam notícias de anônimos via whatsapp e no facebook.

O marqueteiro do PSDB Marcelo Vitorino afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi informado do uso ilegal do WhatsApp durante a eleição de 2018, mas não adotou nenhuma medida para fiscalizar que o escândalo tomasse a proporção do que foi denunciado pela Folha de S. Paulo. Aliás, eu mesma protocolei 28 denúncias contra candidatos e partidos, inclusive o PSL, que propagava material irregular pelo whatsapp com fotos e vídeos dos locais em que eu recebia via Pardal (aplicativo disponibilizado para denúncias).

A denúncia do tucano aponta que empresas estão fazendo investimento na compra de pacotes de disparo em massa de mensagens no WhatsApp para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro. Ataques contra o PT teriam sido programados para ocorrer na véspera do segundo turno. Um único contrato desse tipo de serviço poderia chegar a R$ 12 milhões. Em uma disputa francamente digital e que desafia o poder da propaganda na TV, a capilaridade da campanha de Bolsonaro no WhatsApp é umas das potências da candidatura. Quem achava que a campanha seria definida na TV ou em debates, investiu errado. Aliás, como especialista em redes sociais, avisamos. Poucos ouviram.

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