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Testemunha revela nomes do crime organizado

Uma das três testemunhas protegidas pelas polícias Civil e Militar conversou reservadamente com a jornalista Luciana Pombo e revelou a suposta ligação entre políticos, empresários, policiais civis e militares de Almirante Tamandaré, Itaperuçu e Rio Branco do Sul. De acordo com a testemunha, ela seria a próxima mulher a ser assassinada porque sabia demais. Ela chegou a ter um relacionamento amoroso com um dos integrantes da quadrilha que promovia a prática de diversos delitos criminosos na região. As ameaças começaram quando ela resolveu terminar o relacionamento amoroso. Como elas eram constantes, por parte de policiais militares e dos demais integrantes da quadrilha, ela resolveu procurar o Ministério Público.

A jovem Priscila Ferreira (nome fictício) contou que sabia dos assaltos que eram promovidos pela quadrilha. Entre eles, o da Rede Mater Stresser de Itaperuçu, da Casa de Shows Caribean de Matinhos, da Rodoviária de Matinhos, do Frigorífico Santa Felicidade, da Ouro Fino em Campo Largo.  No entanto, ela começou a ficar indignada com a ação dos quadrilheiros quando descobriu que as mulheres assassinadas eram antes torturadas por vários dias. Elas eram sequestradas e ficavam num cativeiro improvisado. A empresária Rosana Zem, já presa, é que seria a responsável por cuidar das vítimas.

O próximo passo da quadrilha seria o sequestro da atual prefeita de Itaperuçu. ‘‘Eles só faziam trabalhos que pudessem render mais de R$ 50 mil. Eles eram muitos. Por menos que isso não valia a pena’’, contou. Ela citou os nomes dos oito policiais militares já presos e à diposição da Justiça. Outros, ainda em liberdade, foram apontados como integrantes da quadrilha. Ela apontou o ex-policial militar Alceu Rodrigues, conhecido como Beá e morto na noite de quinta-feira, como um dos principais líderes da gangue.

As histórias relatadas por Priscila fazem ligação das lideranças dos três municípios. Em Itaperuçu, um dos componentes da quadrilha seria Salvador Paske, irmão do ex-prefeito Gentil Paske, preso no ano passado acusado de retirar motores, pneus e outros equipamentos dos carros da prefeitura de Itaperuçu. ‘‘Muitas coisas que eles faziam favorecia politicamente o Gentil Paske’’, contou ela. O delegado de Itaperuçu era Sênio Dias, indicado pela prefeitura. No comando dele, homens encapuzados entraram na delegacia e mataram uma das principais testemunhas de acusação do empresário Joarez França Costa, o ‘‘Caboclinho’’.

Em Rio Branco do Sul, o prefeito era João Dirceu Nazzari, denunciado pelo Ministério Público por uma série de supostas irregularidades. O delegado era Hilário Trigo, acusado de tortura. Ele era companheiro e amigo pessoal de Caboclinho.

Em Almirante Tamandaré, o irmão do prefeito Cezar Manfron, Alzenir de Barros, é acusado de participação na quadrilha. O delegado era Rogério Haisi, afastado do cargo por omissão.

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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