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Testemunha depõe e denuncia ameaça

Um policial civil e um advogado foram citados durante o depoimento de Rosicléia Aschi Matheus, uma das quatro testemunhas de acusação contra Joarez França Costa, o ‘Caboclinho’, e Antonio Luiz da Silva, o ‘Zóio’, que deveriam depor ontem na 7ª Vara Criminal de Curitiba. Rosicléia, que é ex-mulher do policial civil Mauro Canuto (citado na CPI Nacional do Narcotráfico) e namorada de Adélio de Jesus Becker (empresário da área de autopeças), disse que foi coagida para não comparecer à audiência.

Ela contou que na semana passada recebeu uma ligação de um policial civil oferecendo R$ 10 mil para que ela mudasse o depoimento na frente do juiz e não acusasse Caboclinho e Zóio pelo suposto atentado contra Adélio Becker. O atentado teria acontecido no dia 2 de setembro de 99. Três pessoas teriam efetuado 13 disparos contra Becker. Apenas três tiros atingiram o empresário. Os tiros teriam sido dados por Zóio e outras duas pessoas não identificadas, por ordem de Caboclinho.

A testemunha disse ainda que teria sido intimidada pelo advogado Antônio Pellizzetti, no último dia 24, para que não prestasse depoimento. ‘‘Ele me aconselhou a não me envolver nos fatos’’, declarou. Rosicléia disse ainda que teme por sua segurança pessoal e acusou o grupo liderado por Caboclinho de ter mandado matar seu amigo Joel de Souza, há 15 dias.

‘‘O Joarez ligou para o Joel e pediu que ele segurasse o Adélio em Cascavel. Ele ofereceu R$ 40 mil em peças para que Joel fizesse isto. Se matasse o Adélio, ele iria receber R$ 100 mil. O Joel se recusou. Por isso, mandaram matar ele’’, argumentou. Joel de Souza também trabalhava no setor de desmanches. Os outros depoimentos que seriam dados ontem tiveram que ser adiados por falta de tempo.

O advogado Antônio Pellizzetti disse ontem que ficou surpreso com o envolvimento do nome dele no depoimento de Rosicléia. ‘‘Eu nem a conhecia pessoalmente. Encontrei com ela por acaso e ela pediu para falar comigo no Fórum. Queria que eu a ajudasse com relação ao Mauro Canuto. Nem falamos sobre o Caboclinho’’, argumentou ele, ao dizer que nem era amigo de Joarez França Costa. ‘‘Se era amigo de alguém, era do Adélio há mais de 15 anos. E não do Caboclinho.’’

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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