Tenente envolvido em incêndio da PIC é expulso pela PM

O tenente Alberto da Silva Santos, preso e acusado de envolvimento no incêndio criminoso na sede da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em dezembro de 2000, foi expulso da Polícia Militar (PM). A decisão foi tomada por unanimidade de votos pela 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), confirmando o que já havia determinado o procedimento administrativo interno da PM.

Os desembargadores confirmaram que Alberto teve conduta irregular ao planejar o incêndio por motivos pessoais. A conduta do ex-PM teria comprometido a honra e a reputação da corporação. Por esse motivo, a perda do posto e da patente dele era inevitável. O processo criminal envolvendo o ex-tenente e outras sete pessoas continua em trâmite na 2 Vara Criminal de Curitiba.

O comandante da PM, coronel Gilberto Foltran, concordou com a decisão judicial. A corporação já havia decidido pela expulsão de Alberto, mas dependia da ratificação do TJ. ”A Polícia Militar entende que o ato é indigno ao oficialato. Ele tinha mesmo que ser excluído”, afirmou. A partir de agora, Alberto responde ao processo criminal em condição de civil.

Ele está preso no Batalhão de Polícia de Guarda de Presídios (BPGD) e, em função da expulsão da PM, deverá ser removido para o Centro de Observações e Triagem (COT) da Prisão Provisória do Ahú.

O incêndio ao antigo prédio da PIC aconteceu depois da passagem pela cidade da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, em 2000. A CPI investigou o envolvimento de policiais e empresários com o crime organizado. Os documentos reunidos pela CPI foram repassados à PIC e alguns deles se perderam com o atentado. As investigações apontaram para o envolvimento de policiais no incêndio criminoso à Promotoria.

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