Romanelli terá que responder na Justiça

Do Blog do Rigon:

Quase 12 anos depois da denúncia e 10 anos depois de ela ter sido recebida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, começa a andar a ação penal contra o ex-prefeito de Tapira, Wilson Luiz de Oliveira Lucena, e contra o atual secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). O relator Paulo Cezar Bellio, do Órgão Especial do TJ-PR, determinou ao Juízo da Vara de Precatórias Criminais a inquirição das testemunhas “com a maior brevidade possível”. O Ministério Público, autor da ação, propôs a designação de defensor ad hoc ao réu Romanelli na sua eventual ausência e de sua advogada.


O secretário de Beto Richa era diretor da Companhia de Habitação do Paraná e junto com o prefeito de Tapira foi denunciado por onze vezes por apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio (artigo 1, inciso I, do decreto-lei 201/67). Segundo a acusação, de 28 de setembro de 1993 a 10 de junho de 1994, prefeitura e Cohapar firmaram convênio para construção de casas destinadas à população de baixa renda; o prefeito depositava, mensalmente, em conta-corrente junto ao Banestado, pertencente à Prefeitura de Japira, as importâncias de CR$ 4.683.437,04 e CR$ 6.429.014,04 (na moeda da época), importâncias essas que, posteriormente, eram estornadas e depositadas em outras vinte contas-correntes, em nome de pessoas indicadas por Luiz Cláudio a Luiz de Oliveira, “que, assim conluiados, desviariam rendas públicas em proveito alheio (fl. 3-TJ), sem que os valores em apreço fossem devidamente aplicados.” O MP alega que os funcionários contratados não existiriam, seriam fantasmas, pois os valores creditados pela Cohapar na conta da prefeitura eram repassados para outras contas. “De fato isso ocorria, já que os valores repassados pela Cohapar eram exclusivamente para remuneração dos funcionários contratados pelo convênio firmado. Os valores jamais foram estornados e sim creditados para pagamento dos contratados, como demonstram os extratos bancários anexados aos autos”, defendeu-se Romanelli, à época.

E agora, José?

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