Richa e Requião fora: o fim de uma era na política paranaense

A troca de poder entre poucas famílias é uma das marcas da política do Paraná. Pense, por exemplo, que milhões de paranaenses não sabem o que é passar um dia sequer de suas vidas sem que Roberto Requião (MDB) ou Beto Richa (PSDB), ou os dois, estivessem tomando e assinando decisões com impacto direto em nossas vidas.

Pois ontem alguns muitos milhões de paranaenses decidiram que não querem mais estes dois políticos comandando a vida pública do Estado. Favoritos no início da campanha, Roberto Requião e Beto Richa sofreram derrotas impiedosas na disputa por duas cadeiras no Senado. Oriovisto Guimarães e Flávio Arns foram os escolhidos para fazer companhia a Alvaro Dias (Podemos) em Brasília. Inegavelmente, o fim de uma era na política paranaense.

A prisão de Beto Richa durante a campanha eleitoral prejudicou também a candidatura do filho Marcelo Richa, que concorreu uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná. Marcelo fez 19 mil votos e não conseguiu se eleger. Já Requião Filho, pelo estilo único e por ter dado vôo solo – desgarrando da figura do pai no cenário estadual, foi um dos candidatos mais votados como deputado estadual, garantindo sua reeleição.

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