Querem enganar a quem? Presidenciáveis tentam impulsionar votos com perfis robôs

Uma pesquisa realizada pela InternetLab com os perfis dos pré-candidatos à presidência da República revela que 64,3% dos seguidores de Alvaro Dias (Podemos) são de contas falsas e automatizadas, ou seja, robôs online. Aliás, não é a primeira vez que vemos o senador abusar de “contatos virtuais” não reais para impulsionar a aceitação.

Além do pré-candidato do Podemos, também aparecem com altos níveis de robôs ou “bots” seguidores o tucano Geraldo Alckmin com 45,8%, Fernando Collor (PTC) com 40,7%, Marina Silva (Rede) com 36,2%, Jair Bolsonaro (PSL) com 33,8% e Ciro Gomes (PDT) com 33,8%. Isso significa que a mania do brasileiro de votar em quem está na frente, quando o assunto é rede social, precisa ser melhor avaliado. Não tem como acreditar minimamente sequer nas pesquisas realizadas nas redes sociais. Até porque, grande parte dos perfis são de perfis fakes – ou seja, de pessoas que não existem ou são clonadas de perfis de outros países e ou locais.

Segundo um relatório da Symantec de 2016, o Brasil é um dos países com o maior uso de bots em redes sociais e hospeda o 8º maior número de bots do Mundo. Dá para acreditar? O fenômeno já foi verificado no Brasil desde as eleições presidenciais de 2014 e ocorreu com grande ápice, também, no período do impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Muita gente tinha medo de colocar a cara nas redes sociais. Então, inventava perfis fakes ou bots e mandavam ver em opiniões tão fakes quanto seus próprios perfis. Nos municípios isso também não tem sido diferente.

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