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Quem quiser se dar bem em 2020 terá que reinventar o Marketing Político e Eleitoral

Quem não parou para pensar como será nosso futuro? Ou imaginou de que forma pretende implementar um marketing capaz de levar um candidato a uma eleição? Ou fazer ainda sua empresa ser conhecida?

Pois bem. O ano de 2018, como eu já previa há muito tempo e avisava aos empresários e políticos, foi tipicamente voltado para o Marketing Digital. Televisão, debates, propagandas, santinhos, material didático tornaram-se artigos de luxo e com pouco ou quase nada eficácia para a campanha eleitoral. Compra de voto, cesta básica? Não estão mais em voga, como há dez anos. Bom para o eleitor. Perigoso para os candidatos que terão que inovar e entrar cada vez mais de cabeça no cenário digital se não quiserem ficarem para trás.

Mas o que fazer para chamar a atenção com pouco dinheiro e ser visto nas redes sociais, gerar interesse no eleitor por propostas? Primeiro temos que apostar nas redes sociais de forma ampla: facebook, instagram, twitter e, principalmente, whatsapp. E ter respostas sempre para evitar as chamadas “Fake News”. E como fazer isso? Falando diretamente com aquele que precisa ser atingido: o eleitor. E agora? Nas redes, ora.

O político que quiser atingir sucesso terá que trabalhar o discurso, as ideias, as propostas antes e durante a campanha eleitoral. Uma coisa é fato: não se tem resultado tendo apenas a rede social ativa na véspera da campanha. Quem teve êxito fomentou as redes sociais durante no mínimo dois anos. Para 2020, os comícios digitais, lives e debates ao vivo serão a sensação. Nem pense que os showsmícios acabaram. A rede social te dá ampla possibilidade de fazer isso. E com os canais de estreias você poderá criar expectativa.

Outra lição que temos que fixar para 2020 é justamente entender que não se transpõe a campanha política offline (na rua) para o digital. Claro que precisamos ter metade do tempo nas ruas, conversando com a população, ouvindo suas queixas. Mas esse é o social da campanha, até para termos materiais para divulgarmos nas redes sociais. O segredo está no equilíbrio e ter um conteúdo específico para cada movimento. Um exemplo prático foi o resultado de Henrique Meirelles (MDB) – um candidato “analógico”, que não se adaptou a era digital e foi ultrapassado até mesmo pelo Cabo Daciolo (Avante) nas redes sociais e nas urnas.

Posicionamento da Marca – Primeira coisa a fazermos é analisar o foco principal do candidato, a imagem que ele quer passar e, principalmente, as propostas que ele tem. Se está pensando em 2020, precisa ter isso desenhado AGORA. Analisemos: Jair Bolsonaro (PSL) poderia não ter propostas consistentes, mas tinha um posicionamento claro, mesmo desagradando vários setores da sociedade. A estratégia dele era o ataque, dessa forma tinha que debater muito menos os posicionamentos. Já Fernando Haddad (PT) acabou crescendo não apenas pelo advento Lula, mas porque sabia dialogar com os diversos grupos sociais. Ele criou um perfil para cada público. No entanto, não tinha como decolar pela rejeição social ao partido que ele representava. Já Ciro Gomes (PDT) deixou seu discurso muito elitizado e discutiu muito com o setor jovem, deixando de lado o grande público que poderia ter invertido a preferência por Haddad e garantido um segundo turno.

Em outras palavras: em 2020 o candidato vitorioso deve usar a estratégia de ter clareza nas convicções, segmentar seu público e atacar as fraquezas do adversário. Não ele diretamente. Mas se for necessário, não deixar de fazer. A guerra passa a ser digital. Vencerá o mais eficaz na Arte da Guerra Digital! E me desculpem os que ficaram em tempos passados, mas vocês tendem ao fracasso!

* Por Luciana Pombo, via Ventura Comunicação & Marketing. Mais informações: (41) 99229-1359. Atendemos clientes de todo o Brasil

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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