Prefeito de Toledo teria cometido autopromoção em período eleitoral

O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o prefeito de Toledo, Lúcio de Marchi (PP), região Oeste do Paraná. Ele é investigado por ter inaugurado uma obra inacabada durante o período eleitoral, o que é proibido por lei. Isso configuraria autopromoção.

Na ação, o promotor Sandres Sponholz explica que o prefeito cometeu abuso ao inaugurar a Central de Especialidades Médicas e Saúde do Trabalhador Radialista Osvaldo Luiz Ricci, no dia 1º de outubro, duas semanas antes da conclusão prevista no contrato. As denúncias indicaram que a inauguração antecipada não permitiu a adequada prestação dos serviços de saúde à população, com demora no atendimento e falta de equipamentos considerados importantes.

Entre as irregularidades encontradas no local, a ação destaca a falta de acesso a internet na triagem dos pacientes e em parte dos consultórios, de lavatórios nos banheiros dos funcionários, além de problemas na estrutura do prédio como vãos entre as salas, o que comprometeria a privacidade no atendimento dos pacientes. Para o promotor, a inauguração a poucos dias das eleições teve como objetivo “favorecer terceiros do mesmo grupo político”. A ação pede o bloqueio de bens do prefeito em até R$ 185 mil.

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