PF faz operação policial para investigar morte da vereadora Marielle

A Polícia Federal realiza hoje uma operação policial de busca e apreensão em oito locais para elucidar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes – que completa um ano no dia 14 de março. As medidas foram autorizadas pela Justiça do Rio de Janeiro. O objetivo é apurar suposta tentativa de obstruir a investigação do crime.

Até hoje, as autoridades informam pouco sobre o crime, cuja apuração corre em sigilo. Por enquanto, sabe-se que uma testemunha com delação premiada acusou o vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando Curicica – ambos negam. No dia do crime, Merielle mediaria um debate com jovens negras. O carro dela foi atingido no caminho por 13 disparos: nove acertaram a lataria e quatro o vidro. Marielle e Anderson são baleados e morrem. A vereadora foi atingida por 4 tiros na cabeça. Anderson levou ao menos 3 tiros nas costas. Uma assessora que estava no carro foi atingida por estilhaços e foi liberada depois de atendimento médico.

Os criminosos fugiram após os disparos. A arma foi utilizada foi uma submetralhadora MP5 9 mm; e os tiros foram disparados a uma distância de 2 metros. A munição pertencia a um lote vendido para a Polícia Federal de Brasília em 2006. A polícia recuperou nove cápsulas no local do crime. O Ministério da Segurança alegou que elas foram roubadas na sede dos Correios da Paraíba em julho de 2017. Coincidentemente, o lote é o mesmo de parte das balas utilizadas na maior chacina do Estado de São Paulo, em 2015, e também nos assassinatos de cinco pessoas em guerras de facções de traficantes em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

A Polícia reuniu imagens de câmeras de segurança. Cinco das 11 câmeras de trânsito da Prefeitura do Rio que estavam no trajeto de Marielle estavam desligadas. Será que por acaso? Uma testemunha relatou o motivo do crime: teria sido uma disputa por áreas de interesse na região de domínio de Orlando. “Ela peitava o miliciano e o vereador. Os dois [o miliciano e Marielle] chegaram a travar uma briga por meio de associações de moradores da Cidade de Deus e da Vila Sapê. Ela tinha bastante personalidade. Peitava mesmo”, revelou a testemunha.

Reportagem – Uma reportagem recente do jornal O Globo mostrou que o Ministério Público aponta o major Ronald era um dos principais envolvidos no mercado imobiliário ilegal na região de Rio das Pedras. O major Ronald foi homenageado em 2004 pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que propôs uma moção de louvor a ele na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). O ex-capitão Adriano da Nóbrega, que está foragido, recebera a mesma homenagem do filho do presidente um ano antes.

Absurdos – Durante campanha presidencial, não foram raras as afirmações absurdas contra Marielle condenando-a por práticas particulares e opções sexuais como se o assassinato dela fosse algo menor. Não se cala uma pessoa com o uso de balas. E se isso é feito, os autores precisam ser presos. É uma questão de justiça social. Sejam os autores políticos, milicianos ou integrantes da Justiça Nacional #CadeiaNeles

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