Mulheres que querem a derrota de Bolsonaro se unem nas redes sociais

Mulheres indignadas com o quadro nacional decidiram se unir contra o candidato a presidência Jair Bolsonaro e já são milhares nas redes sociais. A atitude pode ser explicada pelas declarações polêmicas contra as mulheres em relação a igualdade salarial e a equiparação de direitos, homossexuais e discurso racial do parlamentar ao longo de sua trajetória política. Três dias bastaram para unir mais de 700 mil mulheres na rede social Facebook com um só objetivo: impedir a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

De todos os cantos do Brasil, a maioria dessas mulheres reunidas neste grupo fechado quer que, no primeiro turno, as colegas votem em quem quiserem menos no candidato do PSL. E, caso ele alcance o segundo turno, votem no adversário do militar. Em contrapartida sobram argumentos a favor de Ciro Gomes (PDT), que vem crescendo nas pesquisas de intenção de votos em todo País.

A matemática é bem simples. Juntas, as mulheres somam 52,5% do eleitorado brasileiro. Portanto, unidas, podem impedir a vitória do candidato. Segundo a última pesquisa Datafolha, a rejeição ao candidato cresceu nos últimos dias – principalmente entre elas: 49% não votariam de jeito nenhum nele, número que era 43% há menos de um mês. Tamanho desgosto por Bolsonaro tem motivo: o histórico de ataques contra mulheres. Veja algumas declarações indigestas e preconceituosas do candidato:

Em 2014, no plenário da Câmara, falou à deputada federal Maria do Rosário que ela “não merecia ser estuprada”. E se justificou, depois, em entrevista: “muito feia; não faz meu tipo”.

Em outro momento, num quadro do extinto programa CQC, Preta Gil perguntou a ele o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra. “Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu.

Também chegou a chamar Dilma Rousseff de homossexual – “se teu negócio é amor com homossexual, assuma” – e a criticou por indicar uma “sapatona” para a Secretaria de Políticas para Mulheres.

Referindo-se aos próprios filhos, declarou em abril de 2017: “Tenho cinco filhos. Quatro foram homens e na quinta dei uma fraquejada.”

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