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Morre PM que atuou na CPI do Narcotráfico

A morte do soldado Ademilson Santos Silveira, de 34 anos, será investigada em inquéritos militar e civil. O soldado, que trabalhava no serviço reservado da Polícia Militar (P-2) e era um dos integrantes da força-tarefa da CPI Estadual do Narcotráfico, morreu anteontem, após ter passado quase uma semana em tratamento médico. Se sobrevivesse, ele ficaria tetraplégico. Silveira sofreu um acidente quando voltava de uma diligência em Borda do Campo, distrito de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal, o motorista da Saveiro placa AHH-9536, da empresa De Amorim Construtora de Obras, Luiz Maia Bruz, 36, perdeu o controle da direção e bateu de frente com a motocicleta oficial Honda, placa AHV-6309, na BR-277, quilômetro 68, por volta das 19h20 de quinta-feira da semana passada. A concessionária Ecovia foi acionada para prestar socorro ao soldado.

O deputado estadual Algaci Túlio (PTB), presidente da CPI Estadual do Narcotráfico, disse que a P-2 vai investigar o caso. ‘‘A história é muito estranha. O fato do atropelador não comparecer ao hospital para saber como estava o militar também traz desconfiança’’, declarou o deputado, que defendeu uma investigação rigorosa para esclarecer o caso.

O corpo de Silveira foi enterrado ontem, no Cemitério São João Batista, em São José dos Pinhais. A casa dele foi protegida por militares por causa de uma suposta ameaça de depredação.  ‘‘Ele prestava serviços para a CPI e tinha muitos inimigos. Tentaram depredar a casa dele e a PM foi acionada para controlar a situação’’, disse o parlamentar.  O telefone celular de Silveira foi apreendido para que as últimas chamadas telefônicas sejam levantadas. ‘‘Parece que foi um acidente. Mas pode ter sido algo mais grave’’, afirmou Algaci.

Um tenente da P-2 ouvido por mim, que preferiu não ser identificado, confirmou que será feito um inquérito técnico na Polícia Militar e outro na Polícia Civil. Ele descartou a hipótese de atentado. ‘‘Não cremos num atentado. O inquérito é de praxe’’, disse o tenente.

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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