Marina Silva confessa: teme o futuro da Amazônia

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, candidata derrotada à presidência da República pela REDE, disse que teme o futuro da Amazônia que corre risco com certeza a partir do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Marina Silva disse que vê com “preocupação” as propostas defendidas pelo novo governo em relação ao meio ambiente. “Estamos vivendo um momento totalmente atípico de saudosismo. É a época do autoritarismo e, infelizmente, isso foi propagado durante a campanha. A Constituição Brasileira deve ser respeitada, seja por militares ou civis. O estado democrático de direito deve ser respeitado. A Constituição é o mapa do caminho que devemos seguir”.

Marina disse que aceita o resultado das urnas porque foi a vontade popular que conduziu Jair Bolsonaro para a presidência. “O povo elege representantes, mas não dá a eles (os representantes) o direito de substituí-lo. O poder continua na mão do povo e por ele só deve ser exercido, isso é parte da nossa Constituição. A ideia de acabar com o Ministério do Meio Ambiente é muito ruim. Você vai desestruturar um sistema na cabeça, mas como vai ficar o corpo? Pode desencadear um efeito cascata se os governos estaduais quiserem mudar a legislação estadual, subordinando as secretarias do meio ambiente às secretarias da agricultura? Vamos viver o caos!”, pontuou a ambientalista.

“A Amazônia com certeza corre risco. O Brasil é uma potência ambiental, faz parte dos países megadiversos do Mundo, ocupando uma posição altamente privilegiada. E o governo diz que vai acabar com a proteção ao meio ambiente e com o instituto de proteção da biodiversidade. Essa nossa preocupação vai ter uma repercussão altamente negativa para o agronegócio”, salientou Marina Silva.

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