Mais da metade dos jovens brasileiros não vota em Bolsonaro

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) permanece com alto índice de rejeição, de acordo com o levantamento mais recente feito pelo Datafolha. A proporção dos que afirmam que não votam nele de modo algum passou de 43% para 44%. A rejeição é maior entre os jovens de 16 a 24 anos: 56% lhe negam o voto, ou seja, mais da metade dos eleitores nessa faixa etária. Esse índice cresceu dez pontos percentuais em menos de um mês. Era de 46%, em 22 de agosto, saltou para 55%, no dia 10, e passou a 56%, na sexta 14.

Um, entre muitos fatores, que justificam tamanha rejeição entre este público é a trajetória política do candidato. Bolsonaro é conhecido pelos discursos discriminatórios contra as mulheres, homofônicos, racistas e por incitar a violência.

Entre as mulheres, a objeção a Bolsonaro permanece elevada: 49%. Na divisão por regiões, o índice mais alto de rejeição é verificado no Nordeste: 51%. Mesmo no Sul, onde ele enfrentava uma rejeição mais baixa, o índice vem subindo: passou de 35%, em 22 de agosto, para 38%, no dia 10, e para 42%, nesta sexta.

Nos estratos por renda familiar, o candidato do PSL (Partido Social Liberal) aparece com a maior rejeição entre os que ganham até dois salários mínimos (47% não votam nele de forma alguma) e entre os que recebem de dois a cinco salários (45% lhe negam o voto). Na faixa salarial de cinco a dez salários, o mais rejeitado é Haddad, com um índice de 45%.

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