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Mãe de menor pode perder a guarda

Os promotores do Ministério Público que analisam as torturas praticadas por Marcelo Borelli contra uma criança de apenas três anos de idade, numa residência em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, devem pedir nas próximas horas a destituição do pátrio-poder da dona de casa Zenice Pires, 23 anos, acusada de conivência e participação nas torturas. Ouvida na noite de anteontem pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), a mãe da criança negou que soubesse das torturas. Ela mantinha um relacionamento amoroso com Borelli, um dos principais assaltantes de carros-forte do País.

Zenice disse que a menina estava ‘‘tristonha’’, perdia cabelos e aparecia com hematomas. Mas nunca contava os motivos para a mãe. Ela disse que os hematomas apareciam depois das viagens que tinha que fazer pelo interior do Paraná a mando de Borelli. Eles contavam que ela havia caído da escada ou tido outros tipos de acidentes domésticos, relatou a Zenice. ‘‘É o que ela alega. No entanto, nada exclui o fato comprovado de que ela foi uma péssima mãe’’, declarou o promotor João Milton Sales. O promotor não citou o nome da mãe, confirmado por esta blogueira junto à Polícia Federal.

O relacionamento entre Zenice Pires e Marcelo Borelli teria começado em meados de 1998, logo após a fuga de Borelli com o então marido de Zenice, Wagner Ribeiro Domingues, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em Curitiba. Na oportunidade, o delegado titular era Mário Ramos, citado na CPI Nacional do Narcotráfico. Os dois teriam ficado amigos e teriam planejado o assalto ao carro-forte da Profort, no ano passado, em Londrina. Domingues foi preso e conseguiu fugir em setembro deste ano. Borelli desde então mantinha relacionamento amoroso com Zenice.

Em junho deste ano, a menina de três anos teria ido morar com o casal, que vivia em São José dos Pinhais na casa da tia de Borelli, Maria Ilda de Carvalho. Maria Ilda, que teria participado ativamente das gravações da fita, tinha um relacionamento amoroso com Maria Cristina Pereira Marques – que também está com a prisão temporária decretada por 30 dias. ‘‘Ainda não sabemos a participação de cada uma delas na tortura. Teremos que degravar a fita e fazer uma análise minuciosa’’, afirmou o promotor, que tem convicção de que a menina já vinha sendo torturada há três ou quatro meses.

Marcelo Borelli, que foi preso no último dia 15, num posto de pedágio de São Luís do Purunã, teve a prisão preventiva decretada por São José dos Pinhais.

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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