notícias, polícia

Justiça prorroga o prazo para investigação do IML

Os inquéritos policiais abertos para apurar suspostas irregularidades dentro do Instituto Médico Legal (IML) foram remetidos à Justiça e deverão ter o prazo para a conclusão dilatado em mais 30 dias. Segundo o delegado Clóvis Galvão, da Divisão de Investigações Criminais (DIC), que está investigando as denúncias de assédio sexual contra o diretor do instituto, Francisco Moraes e Silva, os autos deverão retornar no início da semana que vem, quando recomeçam as investigações. ‘‘Teremos que ouvir ainda os funcionários do Protocolo do IML, médicos legistas, diretores e o próprio Francisco Moraes e Silva’’, declarou ele. Nos quatro depoimentos colhidos até agora com supostas vítimas de assédio – todas meninas menores de 18 anos e que sofreram violência sexual – foram confirmadas as denúncias.

Foram anexados nos autos os laudos de degravação de todas as entrevistas dadas pelas adolescentes durante programas de televisão do deputado estadual Ricardo Chab (PTB), presidente da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa. ‘‘Além das meninas, ouvimos ainda as pessoas que teriam encaminhado essas garotas para o exame no IML’’, disse ele. O prazo para a conclusão do inquérito terminou no final de dezembro e os autos foram remetidos para a Justiça.

No caso do assédio sexual, Moraes e Silva poderá ser indiciado por ato libidinoso e abuso da profissão. De acordo com Galvão, este tipo de delito prevê pena que varia entre seis e dez anos de prisão.

Outro inquérito que deverá ser devolvido pela Justiça nos próximos dias é o que trata das denúncias de falsificação de laudos para retirada do seguro de trânsito. O delegado Hitiro Hashitani foi designado para dar continuidade às investigações. ‘‘Ainda não tenho conhecimento do que contém na primeira parte das investigações, mas o que eu pretendo é apurar a verdade, seja ela qual for’’, declarou ele, que é o delegado da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. A primeira fase das investigações foi conduzida pelo delegado Jairo Amódio Estorilio, da Estelionato, que não quis prestar informações sobre o inquérito. ‘‘O delegado geral indicou outro delegado para acompanhar as investigações por causa da complexidade do assunto’’, limitou-se a dizer.

Ainda tramita um processo administrativo na Corregedoria da Polícia Civil.

Tagged , , , , ,

About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
View all posts by Luciana Pombo →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *