Justiça manda prender Michel Temer

A Justiça Federal do Rio de Janeiro mandou prender o ex-presidente Michel Temer (MDB) após o TRF-2 (Tribunal Regional Federal) decidir pela suspensão do habeas corpus concedido a ele liminarmente em março. A ordem foi assinada pela juíza Caroline Figueiredo, na 7ª Vara Criminal.  A Justiça também expediu a ordem de prisão do coronel reformado da PM João Baptista Lima Filho, amigo do ex-presidente e suspeito de ser seu operador financeiro.

Na decisão, a juíza Figueiredo sublinha que ao cumprir a prisão de Temer, algemas só devem ser usadas em caso previsto por súmula do STF (Supremo Tribunal Federal), que cita resistência ou “fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia”.

Em nota, o MDB afirmou que “considera um despropósito o pedido de prisão determinado ao presidente Michel Temer sob o argumento de que ele representa um perigo à ordem pública”. Cá entre nós? É um disparate o MDB não tirar de seus quadros a banda podre. Isso demonstra que nacionalmente o partido ainda é berço da corrupção. Vale lembrar que Temer é o mentor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ficou claro o motivo?

Histórico – O ex-presidente foi preso pela primeira vez na manhã de 21 de março, por determinação do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, em um desdobramento da Lava Jato que também prendeu o ex-ministro Moreira Franco. Segundo o Ministério Público (MP) federal, Temer lidera uma organização criminosa que atuava há 40 anos. Foi o segundo presidente a ser preso após investigação — o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril de 2018.

Bloqueio de bens – A Justiça determinou o bloqueio de R$ 32,6 milhões de Temer e coronel Lima no inquérito dos Portos. Segundo o Ministério Público, Temer, coronel Lima e Carlos Alberto Costa “ocultam a propriedade de recursos oriundos de crimes praticados por organização criminosa e contra a Administração Pública, por meio de empresas de fachada (Argeplan, Eliland do Brasil, PDA Administração e PDA Projeto)”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *