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Justiça bloqueia bens de parlamentares supostamente envolvidos na Operação Quadro Negro

A justiça do Paraná não deixará de investigar o ex-governador do Paraná Beto Richa e seus aliados de governo. Uma liminar do juiz Eduardo Lourenço Bana determinou o bloqueio de R$ 27 milhões nas contas de Beto Richa (PSDB) nas investigações da Operação Quadro Negro. Outros 12 réus na ação também tiveram determinação de bloqueios de bens, entre eles o deputado federal e ex-chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB), o deputado estadual Plauto Miró (DEM) e a construtora Valor.

Somados, os bloqueios dos 13 réus chegam a R$ 265 milhões. A decisão é de uma ação civil pública por improbidade administrativa proposta no início deste mês. A operação investiga o desvio de verbas públicas da Secretaria da Educação (Seed) que seriam destinadas à construção de escolas. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), a fraude se estendia aos aditivos contratuais firmados entre o governo e a construtora Valor. Seis aditivos contratuais teriam sido assinados em um mesmo dia e eram “oportunidade para que fossem desviados recursos públicos para fins pessoais ou caixa 2 de campanhas eleitorais”.

Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora, afirmou em delação premiada que havia um acordo autorizado por Richa para que fossem firmados aditivos aumentando os custos de todas as obras. Na decisão, o juiz explica: “Carlos Alberto Richa, Eduardo Lopes de Souza e Maurício Jandói Fanini Antonio articularam o esquema e a formatação dos pedidos de aditivos contratuais, intercedendo junto a Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani, Plauto Miró Guimarães Filho e Valdir Luiz Rossoni para obter o remanejamento orçamentário. Marilane Aparecida Fermino da Silva atuou para a realização dos oito aditivos contratuais que vieram a ser assinados por Edmundo Rodrigues da Veiga Neto. Evandro Machado, embora responsável pelo acompanhamento e fiscalização das obras, permitiu que os desvios se concretizassem, atestando falsamente a execução e a conclusão dos serviços apresentados por Viviane Lopes de Souza. Por fim, Tatiane de Souza e Vanessa Domingues de Oliveira “emprestaram” nome para ser usado como sócio proprietárias da empresa Valor”, diz a decisão.

Confira os réus com bens bloqueados

Edmundo Rodrigues da Veiga Neto – R$ 27.020.201,80

Eduardo Lopes de Souza – R$ 16.251.169,80

Evandro Machado – 16.251.169,80

Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani – R$ 27.020.201,80

Marilane Aparecida Fermino da Silva – R$ 16.251.169,80

Maurício Jandói Fanini Antonio – R$ 16.251.169,80

Plauto Miró Guimarães Filho – R$ 27.020.201,80

Tatiane de Souza – R$ 16.251.169,80

Valdir Luiz Rossoni – R$ 27.020.201,80

Valor Construtora e Serviços Ambientais – EIRELI – R$ 16.251.169,80

Vanessa Domingues de Oliveira – R$ 16.251.169,80

Viviane Lopes de Souza – R$ 16.251.169,80

Carlos Alberto Richa – R$ 27.020.201,80

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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