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Hora de desfazer os nós com Petraglia!

O caso da Judas de Pontal me fez também rever alguns conceitos e muitos problemas vividos por mim durante o período em que assumi a Direção de Marketing e Comunicação do Clube Atlético Paranaense.
Jamais trai ninguém nem lá, nem em qualquer outro lugar. No entanto, a falta de compreensão com o então presidente Mario Celso Petraglia ainda me deixa incomodada. Talvez faltasse para mim humildade para que em público pudesse pedir PERDÃO…

Fui contratada para revolucionar a Comunicação do Atlético Paranaense e assim fizemos. Na minha gestão, conseguimos subir de 800 para 23 mil sócios do clube; permitimos que o site crescesse em cinco vezes o acesso que tinha anteriormente dando notícias sempre em primeira mão e acabando com as especulações em jornais e rádios; criamos um portal moderno com interação online entre diretoria e torcedores fazendo com que as notícias fossem sempre comentadas; colocamos no ar a Rádio Furacão com entrevistas diárias e inéditas; fizemos a primeira transmissão de futebol ao vivo no Brasil do Campeonato Brasileiro através da criação da TV Furacão – depois seguida por vários outros clubes; valorizamos os meninos da base fazendo transmissões ao vivo dos jogos da base; incrementamos as apostas da Timemania; estabelecemos uma parceria com as torcidas organizadas – fazendo voltar para o campo as bandeiras e a alegria dos torcedores que eram marginalizados nas administrações anteriores; voltamos a chamar o Atlético Paranaense pelo seu nome padrão e esquecemos a odiada nomenclatura de CA Paranaense…

Enfim, fizemos tantas coisas…

Estabelecemos a COLETIVA VIRTUAL com perguntas e respostas que eram todas respondidas pelo presidente Mario Celso Petraglia; levantamos a moral do time que estava praticamente caindo para a segunda divisão com trabalho junto aos atletas e aos torcedores (Campanha do Abraço ao Furacão que tirou do Clube as reclamações durante os jogos e fez com que os jogadores fossem valorizados pela torcida) – coincidentemente ou não, a partir de então não perdemos mais jogos e garantimos nossa permanência com mérito na Série A…

Criamos um personagem que era uma caveira e promovemos charges diárias no Site Oficial; fizemos uma revista mensal interna que era entregue aos sócios também – fazendo com que o sócio conhecesse cada funcionário, cada pessoa valente que dava um pouco do sangue para o clube, transformando-o em potência; demos a “cara para bater” com coragem quando decidimos proibir que a transmissão de jogos do Atlético por rádios porque considerávamos o Clube como “grande”, uma ideia de Petraglia abraçada por mim para evitar que ele fosse criticado pelas rádios de Curitiba – que tanto perseguiam sua administração no Clube.
Foram tantas e tantas coisas em um ano apenas que até esqueço de elencar a maior parte das vitórias.

No entanto, não teria feito qualquer coisa pelo meu CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE se não tivesse carta branca e apoio do então presidente PETRAGLIA. Não teria feito absolutamente nada, se ele não tivesse permitido.

Portanto, em vez de fazer críticas duras ao então presidente – que lá retornou, hoje quero realmente pedir PERDÃO pela dureza com a qual o rotulei durante estes últimos três anos. Meu rompimento com Petraglia se deu exclusivamente pelas nossas personalidades similares. Ele não queria a presença das torcidas organizadas e dos movimentos independentes de torcedores nos treinos do Atlético. Eu acreditava que eles estimulavam, viam o trabalho dos atletas e eram parceiros do Clube. Nossa amizade e parceria morreram de forma infantil neste particular ponto de vista divergente.

Continuei no Clube, mesmo depois desta divergência, para terminar o que havia me proposto a fazer e somente deixei o Clube pouco antes das eleições por divergir de novo com os nomes colocados para assumir o Atlético. Na minha concepção, Petraglia deveria ter sido o presidente. Colocar outros num lugar que era dele nos fez ter a última de nossas divergências antes de minha saída definitiva (quando tomei a decisão de pedir demissão). E eu estava certa. Tão certa que ele foi traído depois e afastado das decisões do Furacão pelos anos que precederam e tivemos que amargar a Série B…

Permanecer com uma briga infrutífera tem me tirado as forças, tem me feito ter sentimentos que nunca foram meus. É por isso que publicamente venho pedir a ele (Petraglia) desculpas pelos desentendimentos, pelos atropelos, pelas palavras trocadas de forma errada. Talvez o pedido nem mude nada, mas tirará de mim a dor de ter magoado uma das pessoas que me bem acolheram no passado…

E sigamos adiante! Com a certeza do dever cumprido… vamos que vamos.

About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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