Gaeco faz operação contra empresários acusados de fraudar licitações

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu hoje cinco mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão em cidades do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. A intenção era prender empresários suspeitos de constituir empresas para fraudar licitações municipais. Os empresários ainda são investigados por falsidade ideológica, uso de documentos falsos e associação criminosa. A operação foi denominada Cartas Marcadas.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra cinco pessoas da mesma família. Já os mandados de busca foram cumpridos nos seguintes lugares: oito em Indaial e um em Joinville (SC); sete em Campo Mourão e três em Maringá, (PR); e um em Várzea Grande (MT). O grupo participava de processos para o fornecimento de uniformes escolares. Conforme as investigações, as empresas pertenciam a pessoas ligadas entre si, por parentesco ou amizade, e algumas delas tinham inclusive o mesmo representante. Dessa forma, elas conseguiam violar o sigilo e fraudar a concorrência.

A denúncia teria sido feita pela Prefeitura de Londrina que abriu uma licitação no segundo semestre de 2018 para compra de uniformes escolares e ao analisar a documentação das empresas concorrentes os servidores descobriram algumas irregularidades. O edital foi suspenso e o relatório foi entregue ao Ministério Público. Além do cumprimento dos mandados, a Justiça determinou a suspensão de contratos de dez empresas do grupo, com a proibição dos investigados de participarem de novas licitações.

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