Família Richa mandou R$ 11,5 milhões para empresa nas ilhas Cayman

Um conjunto de ilhas paradisíacas no Caribe, entre Honduras e Cuba, conhecido pelas praias e resorts, mas também como um paraíso fiscal. Esse foi o lugar escolhido pela família Richa (Fernanda e filhos) para mandar R$ 11,5 milhões, por meio de uma offshore. É o que aponta a força-tarefa da Operação Lava Jato, que está rastreando todas as movimentações financeiras dos investigados no inquérito que apura supostas irregularidades nas negociações entre a Odebrecht e a cúpula do governo estadual na gestão Beto Richa (PSDB), como forma de viabilizar a Parceria Público Privada (PPP) para realizar obras e cobrar pedágio na rodovia PR-323 no Paraná. ”

Os documentos anexados ao processo da Operação Piloto, deflagrada em 11 de setembro,indicam que a BFMAR, empresa pertencente à Fernanda Richa e aos três filhos – Marcelo, André e Rodrigo –, tem participação na Discovery Express, sediada nas Ilhas Cayman. De acordo com a investigação, os repasses de dinheiro começaram, ao menos, em 2013, com R$ 4,5 milhões, e foram aumentando ano a ano, até chegar a R$ 11,5 milhões em 2017. Contudo, nenhuma irregularidade foi encontrada até o momento.

Offshore é uma palavra inglesa que significa “distante da costa”. Também é um tipo de empresa que, dependendo das regras locais, pode inclusive ocultar os reais donos. Normalmente as offshores são instaladas em paraísos fiscais, lugares com regras e legislações mais brandas e que tenham também tributação menor. As Ilhas Cayman estão na lista dos locais preferidos por quem busca esse tipo de solução. É uma tentativa de manter o dinheiro longe do alcance das leis brasileiras.

Mandar dinheiro para um paraíso fiscal não é necessariamente irregular. Uma empresa no Brasil pode ser dona de uma offshore em um paraíso fiscal, com o fim de investir no exterior e obter vantagens tributárias. Contudo, especialistas no assunto ouvidos pela Gazeta do Povo indicam que é uma das práticas usadas para lavagem de dinheiro, evasão de divisas e para esconder patrimônio – e por isso acaba sendo investigada de forma criteriosa.

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