Estudantes vão para as ruas no Paraná

O Brasil inteiro foi marcado ontem por manifestações de diversas classes sociais. Estudantes, professores e movimentos sociais invadiram as ruas para protestar contra a política educacional e de corte de investimentos do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ao chegar nos Estados Unidos, até tentando abafar a crise que vive no Brasil, Bolsonaro afirmou que as manifestações que estão ocorrendo no País em defesa de recursos para a educação são feitas por “idiotas úteis”, classificados pelo presidente como “militantes” e “massa de manobra”.

Absolutamente retrógrado e usando jargões ultrapassados, Bolsonaro disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”. A crítica, como sempre, é por conta da politização e do estudo dos universitários – que podem ver a história na luz do conhecimento. O que jamais foi bom para a ideologia daqueles que querem manter o reduto eleitoral dos que não pensam e são, daí  sim, massa de manobra da direita brasileira.

Cercado de apoiadores, que gritavam “mito” enquanto concedia uma entrevista coletiva a jornalistas, Bolsonaro primeiro afirmou que não existe corte na educação para, em seguida, dizer que por causa da crise econômica e da arrecadação baixa foi preciso fazer o contingenciamento. Mas lógico que ninguém questiona as contradições presidenciais. Qualquer troco é capaz de deixar a mídia cega para a verdade.

 

Os protestos foram, na verdade, uma resposta à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que reduziu o orçamento das universidades federais e bloqueou bolsas de pesquisa. No Paraná, vários municípios tiveram manifestações. As mais empolgantes ocorreram em Curitiba, Maringá, Paranaguá, São José dos Pinhais, Telêmaco Borba e Fazenda Rio Grande.

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