Empresário faz delação premiada e caixa 2 de campanha de Beto Richa

O empresário Celso Frare, dono da empresa de locação de veículos Ouro Verde, firmou acordo de delação premiada com a Justiça Federal e contou como foi realizado o pagamento de propinas para, supostamente, financiar a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB) de 2014. De acordo com ele, Beto sabia tudo o que era feito.

A empresa Ouro Verde foi uma das contratadas pelo programa Patrulhas do Campo, lançado no primeiro mandato de Beto Richa, para alugar máquinas e equipamentos que seriam utilizados para a recuperação de estradas rurais no Paraná. A escolha das empresas esteve desde o início condicionada à disposição dos empresários para destinar “por fora” 8% do faturamento a representantes de Beto Richa – dentre os quais o irmão Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura e Logística nos dois mandatos.

O esquema foi denunciado inicialmente pelo delator Tony Garcia, em julho do ano passado, e as investigações posteriores levaram à primeira prisão de Beto Richa no dia 11 de setembro de 2018 (as torres gêmeas de Beto). Doze outras pessoas foram presas na mesma ocasião. Os primeiros levantamentos feitos pelo Gaeco davam conta de que mais de R$ 8 milhões foram distribuídos como propina pelos quatro consórcios participantes do programa Patrulhas do Campo.

Na verdade, Frare só confirmou o que Tony Garcia (ex-deputado estadual) denunciou. E agora, Beto?

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