Comunismo: Ex-ministro das Ferrovias da China é condenado à morte por corrupção

O ex-ministro chinês das Ferrovias Liu Zhijun foi condenado à morte por corrupção. Bem diferente do Brasil em que políticos que recebem propina se perpetuam no Poder porque pagam propina para se eleger aos eleitores e a roda da corrupção, em países capitalistas, não tem fim. Pois bem, no País comunista a pena de morte pode ser revista e transformada em nada menos do que prisão perpétua. E isso se o prisioneiro tiver bom comportamento!

Liu é o mais alto nível oficial julgado e considerado culpado de corrupção desde que Xi Jinping tornou-se chefe de Estado, em março. Aqui, com quatro meses de gestão, um presidente é considerado como recém empossado. O tribunal de Pequim que emitiu a pena diz que os crimes de Liu têm a ver com “uma quantia de dinheiro, especialmente enorme”, “ter causado perda colossal de bens públicos” e “violou os direitos e os interesses do Estado e do povo “.

No entanto, Liu pode até ter sido corrupto. Mas avançou o País. Ele é considerado o “pai” do sistema de trens de alta velocidade na China. No entanto, foi considerado culpado de usar sua posição para ajudar 11 conhecidos a conseguir contratos e promoções, e de aceitar 64,6 milhões de yuans (€ 8,2 milhões) em subornos entre 1986 e 2011. O tribunal também o condenou a 10 anos de prisão por abuso de poder e confiscou todos os seus bens.

Corrupção na China é punida sempre com pena de morte. No entanto, por admitir a culpa, a pena foi suspensa por dois anos. Tempo em que ele terá para demonstrar bom comportamento e converter sua pena em perpétua. Segundo o relatório do tribunal, ele colaborou no inquérito, disse a verdade sobre os crimes cometidos, forneceu informações sobre outros casos que as autoridades não sabiam e ajudou a recuperar a maior parte dos fundos desviados.

Lá, bem diferente do Brasil, os internautas batem firme no ex-ministro. Eles querem a pena de morte. Pois bem, corrupção é o câncer que acaba com o Brasil. Se houvesse pena parecida, teríamos muito menos casos de corrupção – que, aliás, nem são punidos efetivamente. No mensalão de Lula, por exemplo, muitos foram condenados e cumprem prisão – como o ex-ministro José Dirceu. No entanto, todos os que foram corrompidos (mais da metade do Congresso Nacional), puderam se reeleger, galgar outros cargos e nem sonham em condenações. É o País da impunidade para os crimes de colarinho branco. Infelizmente…

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