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Caso Everton: promotoria ouve ex-PM

A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) deverá ouvir amanhã o ex-policial militar conhecido como Roberto Mexicano, que teria sido o responsável pelo dossiê da Polícia Militar sobre o sequestro do menino Everton Gonçalves, desaparecido em 1988. O dossiê cita os nomes de médicos, advogados, políticos, delegados e traficantes que poderiam estar envolvidos no caso. O relatório foi divulgado este mês, depois de ter sido apresentado pelo pai do garoto, José Vicente Filho, à CPI do Narcotráfico.

Durante uma entrevista dada ontem à Rádio Independência, de Curitiba, Mexicano contou como conduziu as investigações – que apontavam Rosalva Maria Ferreira como a sequestradora do menino. Ela e mais três pessoas teriam levado Everton, na época com 4 anos, da frente de sua casa, no Centro Cívico, em Curitiba. O menino teria sido colocado no banco traseiro de um Opala, dirigido por Felícia Fagundes, mulher do traficante de drogas, Ariel Pontes.

O garoto teria sido levado para uma chácara em Campo Largo, na Região Metropolitana, onde teria sido vendido por CZ$ 100,00 (cem cruzados) para um homem identificado como Lavinha – e que este teria levado o menino para Foz do Iguaçu, entregando-o para o então vereador Werner Jacob. ‘‘Tudo levava a um indicativo de que a Rosalva tinha mesmo vendido o menino para o Lavinha’’, afirmou ele, na entrevista ao repórter Kândido de Oliveira.

Durante os 20 minutos da entrevista, foram recebidos diversos telefonemas. Alguns ameaçadores, o que pode ter feito Mexicano voltar atrás em algumas informações. Também foram citados no relatório o traficante Adiel Cipriano da Silva, o clínico geral Alan Queiroz (de Almirante Tamandaré) e os delegados Kyoshi Hattanda (primeiro a investigar o caso), Brito e Orlando. ‘‘São pessoas que podem não estar envolvidas diretamente no sequestro de Everton. O que existe são apenas indícios que precisavam ser investigados.

O ex-policial negou ter sido obrigado a deixar a corporação, quando chegou ao nome de Claudete Tomasio Elísio, mulher do coronel reformado João Antonio Elísio. ‘‘Saí porque quis’’, disse.

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About Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.
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