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Carceragens do PR com problemas de estrutura

Pelo menos 200 carceragens de cadeias públicas do Paraná estão com problemas estruturais. É o que diz um levantamento do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol). Conforme o sindicato, a estrutura de algumas carceragens é desumana não só para presos, mas também para os policiais civis que trabalham nessas cadeias. O levantamento traz imagens que comprovam as afirmações do sindicato. Em Curiúva (Norte Pioneiro), há goteiras e rachaduras no alojamento de policiais que fazem a segurança das celas.

Aliás, segurança de celas não poderia ser função de policiais civis. A função deles é investigar. Portanto, deveriam estar municiando inquéritos. Jamais cuidando de presos. E os presos nas cadeias só poderiam ser transitórios – e não praticamente definitivo, como vemos, aonde presos completam aniversário dentro de uma delegacia.

E  Piraí do Sul (Campos Gerais), presos aparecem reclamando da higiene das celas e da falta de banheiros. Ali, eles ficam três dias sem tomar banho, num espaço apertado. De acordo com o sindicato, a estrutura do prédio, que foi construído em 1950, não passa por manutenções. O forro de um dos tetos caiu. No dia 28 de março, houve fuga na cadeia. Quatro presos fugiram pelo telhado. O pior é que a cadeia nem poderia ter presos. Uma decisão liminar interditou o lugar em julho do ano passado. A Justiça determinou a retirada dos presos da carceragem no prazo de 10 dias, além da transferência imediata de novos presos depois de audiências de custódia, e apresentação, no prazo de 30 dias, de um projeto de reforma do prédio.

Na verdade, o descaso não é apenas com o preso – que tem que receber tratamento adequado porque ele voltará para as ruas ainda mais revoltado. Ou mudamos as normas e estabelecemos prisão perpétua, pena de morte ou algo assim, ou cuidamos dos presos para que eles possam realmente serem reintegrados à sociedade quando cumprirem a pena. Caso contrário, jamais venceremos a guerra contra a violência e a insegurança nacional.

Luciana Pombo

Jornalista, teóloga, professora, amante do futebol, da poesia, da política, das coisas da vida! Com diversas premiações e moções parlamentares. Entre as principais premiações: Escritores da Liberdade, Top Master Estadual em Jornalismo, Fera Honorária (pela luta em prol da repressão ao uso de drogas e prevenção), Amiga da Criança, Dia do Radialista expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Dia da Mulher expedido pela Câmara Municipal de Curitiba, Diploma de Mérito Social.

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