Brasil faz feio no Exterior e cancela entrevistas à imprensa

O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram as manifestações à imprensa que fariam no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A entrevista coletiva chegou a ser anunciada para 13h (horário de Brasília). Mas, de acordo com a organização do fórum, não poderiam ser realizadas perguntas porque eles fariam apenas pronunciamento. A organização do fórum chegou a preparar uma sala com quatro lugares reservados para autoridades brasileiras. Havia quatro placas, com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

Dezessete minutos depois, as placas foram retiradas e a imprensa foi informada de que não haveria entrevista coletiva. Quem atendeu aos jornalistas rapidamente foi o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Ele informou oficialmente que o cancelamento foi necessário porque o presidente Jair Bolsonaro estava cansado. Nos bastidores, comenta-se que o presidente queria evitar desgastes com perguntas sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho do presidente.

Mais cedo, Bolsonaro participou de eventos e reuniões em Davos. Ele esteve em na reunião-almoço “O Futuro do Brasil”, com outros participantes do Fórum. Também se reuniu com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e depois com o presidente da Suíça, Ueli Maurer. Ele também participou de um debate sobre a situação da Venezuela, um encontro com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e em um jantar com chefes de Estado.

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